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UM CASO PARA ANALISAR... "OS PROCURADORES DE OSSOS"

I - INTRODUÇÃO
 
As novas ações, projetando o tema "Guerrilha do Araguaia" no cenário nacional, tiveram início em 23 de maio de 2001, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, graças ao empenho do Presidente da Comissão, Deputado Federal, Pedro Pellegrino ( PT/ BA) e dos Deputados Federais, Luiz Eduardo Rodrigues Greenhalg (PT/SP, titular) e Nilmário Miranda (PT/MG, suplente), estes dois últimos os maiores beneficiários das conseqüências deste tipo de ações, que embutem forte conotação revanchista, além de outros interesses .
 
A ação inicial foi caracterizada pela repetição do depoimento caricato do Cel. Aviador da Reserva, Pedro Corrêa Cabral, realizado em 20 de setembro de 1.993, na mesma Câmara, sobre o mesmo tema e com resultados, até hoje por publicar. Há evidências que, inclusive, ocultaram fatos pretéritos da vida profissional do depoente. A "coisa" deu em nada, exceto do que tange a mensagem habitual de ataque as Forças Armadas e, em particular a Força Terrestre, que é sempre um objetivo desta facção .
 
Apesar da difusão pela mídia (24 e 25 maio) ficar circunscrita aos habituais órgãos da imprensa, transmissores desse tipo de matéria, o assunto veio a tona, novamente, de forma inusitada, por obra e graça de certos representantes de órgão institucional federal, que parecem comungar com pensamentos ideológicos idênticos ou, no mínimo, bem próximos, aos esposados pelos representantes do revanchismo já nominados. A divulgação ocorreu nos dias 25 e 26 julho, na "Folha de S. Paulo", e no dia 27de julho, no "Jornal do Brasil". As datas selecionadas parecem emoldurar as comemorações do "26 de Julho", aniversário da "Revolução Cubana", símbolo dos radicais latino-americanos e dos amantes dos "Direitos Humanos Marxistas - Leninistas", com direito a "paredão", "justiciamentos revolucionários" e tudo mais. A campanha continua e continuara, pois a força ideológica impulsiona os "intelectuais orgânicos", em particular os atuantes no segmento da mídia.
 
A conduta destes jovens, zelosos de projeção pessoal, quando se metem em áreas que desconhecem, é tragicômica : fere as normas que "dizem" defender e sobre as quais deveriam se estribar, as do Direito...

Estes estouvados defensores tentam se colocar como paladinos do Direito e da Justiça, e nunca a serviço de grupo ou partido político em luta pelo poder. Segundo comentários já veiculados pela imprensa, ficamos na dúvida...
 
Involuntariamente ou não, agora, mergulharam no redemoinho desta luta (político - ideológica ), contra os militares, como "Procuradores dos Ossos da Guerrilha do Araguaia", defendendo "jovens" na luta contra a "ditadura". Desconhecimento, profunda ignorância, má fé, ou mentira ? Os combatentes que lá estavam (de acordo com os dados do PC do B) não eram só jovens, mas, sim, militantes veteranos de uma organização política radical, internacionalista, ligada, ao longo de sua história, a várias organizações políticas estrangeiras, defensoras, como ela, da luta armada e que foram o:
 
- Partido Comunista da União Soviética (PCUS); e outros Partidos Comunistas do "Sistema Socialista Mundial", sob a liderança dos soviéticos até 1.961/62 ;
 
- Partido Comunista da China Popular (PCCh), de 1.961/ 62 até 1.971/72, após o "racha" com o PCB, em conseqüência de vários fatores nacionais e internacionais, entre os quais desponta o "Conflito Sino - Soviético", e a reaproximação entre a China Comunista e os EUA; e
 
- Partido dos Trabalhadores da Albânia, de 1.974 / 76 até ... ?
 
Na atualidade, ativa sua aproximação com todos os PC ortodoxos da linha ( ML- marxista - leninista ) de base ideológica estalinista, e segue, no Brasil, uma linha oportunista, reformista "para inglês ver". A luta no Araguaia foi travada por elementos do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, da Polícia Federal e outros contra a aventura deflagrada pelo PC do B, então partido marxista - leninista - pensamentos de Mao Zedong - Tupiniquim , com péssima condução estratégica, a cargo dos veteraníssimos militantes :
- João Amazonas (Secretário Geral do Comitê Central do PC do B);
- Maurício Grabois ( falecido) ;
- Ângelo Arroyo (falecido); e,
- Elza Monerat, todos três do Comitê Central do PC do B, sendo que os dois primeiros com curso na Academia Militar de Beijing (Pequim) .
 
Não eram, pois, jovens "guerrilheiros", como a mídia quer fazer parecer. Existem outros militantes com curso na China Popular e na mesma Academia Militar (como mostraremos). Alguns destes eram corajosos, mas péssimos combatentes também no campo tático. Por sinal, um dos mais citados pelo PC do B tinha formação militar na Academia Militar chinesa e no Exército Brasileiro, Oficial R/2, dai o seu possível destaque no meio do baixo nível de preparação para a luta armada.
 
Outro fato é que o PC do B iniciou seu desdobramento na região a partir de 1.966, sendo seus primeiros sinais detectados no início da década de 70. Nesta fase, de montagem de infra-estrutura e preparação dos quadros, demonstrou desconhecer as reais condições objetivas e subjetivas da área, do país, e de seus próprios quadros, para a luta que poderia ser deflagrada a qualquer momento, ceifando a vida de militantes, numa aventura que jamais deveriam iniciar sem o mínimo apoio popular. Esqueceram de Mao, Che, Ho Chi Minh, Giap e do bom senso...
 
OBSERVAÇÃO. Os dados relacionados com a "Guerrilha do Araguaia" : militantes; mortos; desaparecidos; locais; "mitos" que se desfazem pelas próprias descrições; efetivos ( mirabolantes que se desmentem por simples análise ou por si só); refregas inusitadas; e outros elementos; serão só os publicados pelo PC do B e pela imprensa.
 
II - O "MÉTODO LEGAL" EMPREGADO.
 
Ao fazer um retrospecto das atuações de certos (e graças a Deus alguns poucos ) representantes da bacharelice , com as quais até concordamos em alguns casos, podemos vislumbrar um certo procedimento padrão, apesar das: trapalhadas com fitas gravadas, ao arrepio da lei; entrevistas "fajutas"na fase "investigativa e sigilosa";acompanhamento de órgãos de comunicação social nesta fase de investigações preliminares; vazamentos planejados para atender objetivos táticos ou estratégicos de parceiros eventuais ou permanentes; escorregadelas pela ilegalidade; e outras ações decorrentes de vaidades pessoais .
 
O procedimento padrão ou "método legal" empregado por estes membros do bacharelato investigativo é mais ou menos o seguinte:
 
 - determinado segmento político ou corporativo, de caráter revanchista ou não, fixa um objetivo de interesse;
 
- o indivíduo, grupo ou instituição visada é objeto da busca de dados de apoio à investigação;
 
- durante esta fase, em caso de interesse, o assunto, a pessoa, o grupo, ou a instituição é alvo de um vazamento planejado ( na imprensa, via militância e outros) pelo órgão investigador;
 
- qualquer indício que possa ser direta ou indiretamente ligado ao objetivo traçado, resultante da ação de arapongas, arapongistas, ptpongas ou procupongas deflagra uma reação em cadeia e os "mãos limpas trapalhões" saem a campo, normalmente acompanhados por uma pessoa da imprensa para testemunhar o ato, seja ele ilegal, supostamente ilegal, ou "preparado", apesar do segredo de justiça que a lei processual impõe nesta fase;
 
- um mandado de busca, se necessário, é expedido, para dar cobertura legal a ação suposta ou real; o mandado, nem sempre é claro e transparente, devido a formulação maquiavélica do representante do bacharelato investigativo;
 
- caso o Juiz de 1ª Instância se mostre avesso a expedição do mandado é procurada outra instância que a substitua, ou é aguardado o momento oportuno ( entrada em férias, em licença, ou outro );
 
- com a expedição do mandado, um órgão policial da região, federal ou estadual, é acionado, de preferência se acostumado na atuação conjunta, ou conivente, com os doutores;
        
- na execução não é pedido, em princípio, nenhum detalhe esclarecedor a qualquer órgão superior do elemento investigado, mesmo se funcionário público, ou quando é feito, a forma evita a clareza ou é mesmo burra o que dificulta o entendimento e facilita as ações em curso;
        
- todos os dados que sirvam para realçar a versão do órgão investigador são, de imediato, passados para o repórter acompanhante que os lança para o espaço, sem problema, pois ninguém, neste nosso país do "faz de conta", vai dar bola se é ou não questão de sigilo ou "segredo de justiça" ;
        
- este procedimento configura, na realidade nossa de cada dia, a condenação prévia de pessoas perante o tribunal popular, sem denúncia, sem processo, sem sentença, pela simples versão do fato unilateral, sem contraditório, e bem do nível dos piores arapongas surgidos : os"procurapongas" irresponsáveis .
 
É mister não confundi-los com a imensa maioria dos profissionais que, com discrição, eficiência, dignidade, conhecimento processual e saber jurídico honram o estamento aqui analisado. Aos que, lendo este texto, possam vestir a carapuça, estimamos que tenham suas recaídas e sigam a correção processual e o espírito das leis. Neste caso nossos aplausos. Mas há os que sempre têm suas preferências político - ideológicas, desde os tempos de carteirinha universitária (de facção ideológica da UNE ? )...
 
III - ASPECTOS A DESTACAR.
 
1. A região do Bico do Papagaio, como a repórter designa, é uma região problemática desde antes da "Guerrilha do Araguaia" e não só ela, mas todo seu entorno, devido a : relativa proximidade com Trombas e Formoso; influência dos garimpos do sudoeste do Pará ; a região dos baixos cursos dos rios Mearim e Pindaré, sujeitas a cíclicos conflitos étnicos e fundiários ; áreas de atuação dos movimentos de luta pela terra ( Eldorado de Carajás ); já eram conhecidas de velhos militantes como Tarzan de Castro e Manoel da Conceição e outros.
 
O elemento militar responsável pela garantia da lei e da ordem, neste espaço geográfico, em caso de falência do Poder Estadual, tem o dever de manter as ações ostensivas e sigilosas que, no momento oportuno, permitam o seu emprego suficiente e necessário, dentro da bitola constitucional. O "monitoramento"(sic) da região não é fruto da Guerrilha ou do legítimo apoio aos guias, é conseqüência da própria área e seus óbices. Pensar de outra forma é besteira, ignorância, ou, como parece, má fé ideológica direcionada.
 
2. A assistência aos guias que apoiaram as Forças Armadas, naquela época, é ação de reconhecimento e até de proteção, contra possíveis retaliações de militantes do PC do B no passado e ao que parece agora em execução, sob nova forma. Esta forma se reveste de aparente ou provável ação legal que, mesmo se for, coage, constrange, intimida e força o confuso camponês a dar qualquer testemunho que lhe "ponham na boca", aceitando as benesses ofertadas e colaborando com objetivos de seus ladinos interrogadores, nem sempre transparentes.
 
3. Agora surgem , após 27 anos, mais 40 (quarenta) novos ou renovados "torturados" com depoimentos de testemunhos cruzados, uns conhecidos dos outros, induzidos, primeiro ao pé do ouvido, depois por comentários sobre notícias passadas sobre a guerrilha, ou leitura de publicações jornalísticas e até mesmo oficiais sobre indenizações para 'torturados", ficando cientes de que a autoridade que lhes ouve pode ajudá-los, desde que colaborem e descrevam as "longínquas e possíveis" torturas, facilitando os objetivos dos inquisidores. Os supostos torturadores não são ouvidos, como é costume...E a industria das indenizações cresce...e cresce...
 
4. Nem os Comandos Militares da área, nem a Justiça Militar, pelo que se depreende das matérias publicadas, foram ouvidas sobre os objetivos das ações ditas legais . As ações desenvolveram-se ao longo de um bom tempo com "campanas" que, incluso, permitissem ( e de fato permitiram) flagrantes e mandados de busca "genéricos"... O arapongal federal e os "procurapongas" do Serviço Secreto Revanchista trabalharam ...
 
5. Os "vazamentos legais" para a imprensa são usuais, em especial para jornalistas versados em pinçar trechos de documentos para usá-los em proveito de seus objetivos pessoais ou de grupos, dando para as meias verdades o significado de verdades absolutas. São intelectuais orgânicos, voluntários ou não, de um processo em marcha. Não há contradita para suas versões, de acordo com o método.
 
As gravações por meio de "grampos" ilegais, não passam a legais, acobertados pela retórica de proteção da fonte ? O uso de gravador oculto, não é meio utilizado ? A "estória de cobertura" não é usada pelo repórter para se aproximar de um ou mais alvos, a fim de gravar, usar máquina fotográfica ou filmadora escondida , como vemos na TV e lemos em outros meios de difusão ? A obtenção de dados em fase sigilosa ou mesmo de "segredo de justiça", para vazamento planejado pela fonte investigativa, não é usual ? Ora bolas, caras de pau ! Alguns "jornapongas" do jornalismo investigativo e uns poucos "procurapongas" já empregaram ou não estes artifícios de "arapongagem" ? Por sinal quem inventou o termo "araponga" era porque conhecia e praticava a "arapongagem", não é? Aposto que irão contestar...
 
6. Ah! Ia esquecendo : o MST não é radical. É um movimento social angelical. Não invade propriedade privada ou pública, não saqueia, não destrói ,não queima, não mantém reféns, não bloqueia estradas, assegurando o direito de ir e vir, não coage camponeses de movimentos adversos ( desculpem, adversários). Respeita todas as leis, é aliado das autoridades, e quer manter o Estado Democrático Socialista , só para socialistas . Aleluia !
 
Esta campanha, contra as Forças Armadas, até parece coisa de gente da antiga ALN espalhados por aí, inclusive no Poder... Claro que têm aliados da antiga AP( depois APML, depois APML do B, depois, por "entrismo", parte no PC do B, e parte na elite do Poder), da VPR, da VAR, do PCBR, da OCML - PO, e outros revanchistas bonzinhos, tão bonzinhos...
 
Com tanta corrupção e tanto crime organizado a dedicação na procura de ossos parece coisa estranha...?
 
Ou é para alimentar uma industria nascente, renascendo "torturados" e desaparecidos" indenizáveis?
 
Por enquanto ficamos por aqui, porém voltaremos com mais detalhes sobre o assunto, a área, a exploração dos "procurapongas" via mídia do jornaponga - mor e os mitos do Araguaia. E que mitos!

O TERNUMA agradece sua visita.
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