Erro
  • Erro ao carregar componente: com_imageshow, 1

CORONEL CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA

A mídia tem procurado mostrar o período revolucionário como sendo o período do arbítrio, da violência, do desrespeito aos direitos dos cidadãos.
 
Ataques pessoais são feitos àqueles que trabalharam e lutaram contra o terrorismo, tachando-os de torturadores e de assassinos. Apresenta testemunhos duvidosos, feitos por pessoas impregnadas de revanchismo.

Numa posição de desforra, a esquerda revolucionária e jornalistas tendenciosos estão permanentemente atacando, de forma implacável e impiedosa, aqueles que combateram o terrorismo.  Tentam e, com muita freqüência conseguem, que sejam destituídos de cargos e funções, prejudicando suas carreiras e tirando o sossego e a tranqüilidade de suas famílias.
 
As denúncias não são checadas, os dados não são averiguados e a imprensa, sob o amparo de não ser obrigada a divulgar a fonte  nem ser responsabilizada, publica o que quer.
 
Quando os acusados provam a sua inocência, eles silenciam e não voltam ao assunto.  
 
Em recente pesquisa, as Forças Armadas foram consideradas como os órgãos de maior credibilidade no País.  Tornou-se, portanto, necessário, minar esta credibilidade.  Daí a existência  permanente desses ataques.
 
Um dos exemplos que teve maior repercussão foi o caso Bete Mendes.
 
A esquerda aguardava, ansiosamente, por uma boa oportunidade para denegrir a imagem do Exército Brasileiro, através do homem que, no período crítico do terrorismo, comandara o DOI/2ª/II Exército, em São Paulo, o então Major Carlos Alberto Brilhante Ustra. Afinal, após os quatro anos de seu comando, o terrorismo, em São Paulo, chegou praticamente ao fim.
 
O Coronel Ustra exercia, no ano de 1985, as funções de Adido do Exército junto à Embaixada do Brasil em Montevidéu, Uruguai. Pela importante função que ocupava, uma campanha contra ele, movida pela esquerda revanchista, teria repercussão internacional.
 
A oportunidade se apresentou quando o Presidente José Sarney programou uma visita oficial ao Uruguai.
 
A esquerda começou, então, ávidamente, a montar a farsa para tentar desmoralizar, lá em Montevidéu, o nosso Adido do Exército.
 
A então deputada Bete Mendes foi a escolhida para ser o pivô da campanha contra o Exército Brasileiro, na pessoa do Coronel Ustra.
 
Ela estivera presa no DOI  de São Paulo, tinha imunidades parlamentares, era uma artista, e, certamente, representaria bem o papel de vítima torturada, na farsa que se armava.
 
Feita a excelente seleção e após alguns contatos com o pessoal de esquerda que assessorava Sarney, foi fácil incluí-la na Comitiva Oficial do Presidente que, em 12/08/85, chegou em Montevidéu.
 
Tudo estava preparado nos seus mínimos detalhes. As denúncias contra o Cel Ustra deveriam explodir em manchetes dos jornais e em cadeia nacional de TV, com o maior sensacionalismo, imediatamente após o retorno de Bete Mendes ao Brasil.
 
Se bem escreveram o roteiro desta novela, melhor o apresentaram.
 
No primeiro capítulo a artista principal, Bete Mendes, banhada em lágrimas, reúne a imprensa e, numa entrevista coletiva, narra o quanto sofreu, ao ver o seu “torturador” perfilado entre as autoridades, no momento em que a comitiva as cumprimentava, após a chegada no aeroporto de Carrasco. Disse ter tido um choque ao reencontrar o homem que a torturara, 14 anos atrás, mas que mesmo assim, como boa heroína de novela, estendeu-lhe a mão, tendo o Coronel agradecido pela maneira educada como o tratou.
 
No segundo capítulo, já empolgada pelo seu melhor desempenho como artista vítima de tortura, em entrevista exclusiva à Revista Veja, de 21/08/85, disse que quando esteve presa no DOI, “o corpo de um amigo, morto a pancadas, foi-lhe mostrado, estendido numa maca, para desequilibrá-la emocionalmente”.
 
“Tudo isto era dirigido por ele, garante a deputada”.
 
No terceiro capítulo ela continua desempenhando com louvor o seu papel na farsa da esquerda. Em resposta à atitude do Ministro do Exército, General Leônidas Pires Gonçalves, que defendeu o Coronel Ustra e impediu que o mesmo fosse exonerado de suas funções, Bete Mendes escreveu-lhe uma carta, divulgando-a para a imprensa. Esta carta, entre outras acusações, continha uma denúncia terrível: “e aqueles inocentes como eu, cujos corpos eu vi, e que estão nas listas de desaparecidos?”
 
E assim, cada vez mais acrescentando mentiras, Bete Mendes vai alcançando os maiores índices de audiência de sua carreira de artista.
 
Mas, o que Bete Mendes e os autores desta novela não esperavam era a reação do Cel Ustra,que escreveu o livro “Rompendo o Silêncio”. Nele, Ustra desmente a então deputada em todos os pontos de sua denúncia, a chama de mentirosa e de farsante.
 
Não houve reencontro no aeroporto.
 
É claro que no texto montado deveria estar inserido o drama do amargo reencontro.  E aí, seus autores cometeram um grande erro, que começou a tirar a veracidade do “script”.  Este reencontro no aeroporto jamais existiu. As autoridades brasileiras e uruguaias foram cumprimentadas, unicamente, pelo Presidente Sarney e sua esposa, D. Marly.  Bete Mendes e o restante da comitiva, ao saltarem do avião, passaram pela sala Vip e embarcaram direto no ônibus que os conduziu ao hotel.  Ustra e os demais membros da embaixada estavam muito distantes.
 
Bete Mendes não foi torturada.
 
Na entrevista dada à revista Afinal, nº 44, de 02/7/85, um mês e 14 dias antes de enviar sua carta ao Presidente Sarney, a deputada assim se referiu ao período em que esteve presa no DOI: “admirador de telenovelas, o Coronel, que acabava de assumir o comando do DOI/2ª/II Ex , não conseguia entender o que fazia enclausurada, em seus domínios, aquela moça tão bonita.”  “Por que a Renata do Beto Rockfeller está aqui?” – “quis saber o Coronel...”  Nessa ocasião, ela não disse que fora torturada.
 
Por quê, em seu depoimento, durante seu julgamento, em 30/03/1971, na presença de seus advogados, não denunciou as torturas que afirmou ter sofrido? Ao contrário, chorou copiosamente e em depoimento que prestou, livre e sem qualquer  coação, segundo ela, afirmou estar arrependida de sua participação como chefe do Setor de Inteligência da VAR-Palmares, uma das organizações terroristas mais violentas na época.
 
Bete Mendes jamais viu corpos de desaparecidos e nem do amigo morto a pancadas.
 
Em nenhuma lista feita por organizações de Direitos Humanos e segundo todas as fontes de esquerda consultadas, não existe qualquer subversivo ou terrorista desaparecido ou morto, no período em que a ex-deputada esteve presa (29/09/70 a 16/10/70). Se ela viesse a público e identificasse pelo menos o “seu amigo morto a pancadas”, estaria prestando um grande serviço à esquerda, que desconhece, até hoje, essa morte por ela anunciada.
 
Com maiores detalhes, o livro do Coronel, “Rompendo o Silêncio” (Editerra – Editorial Ltda. - Brasília) prova que Bete Mendes mentiu para se promover, para ser reeleita e para denegrir a imagem das Forças Armadas.
 
Desmascarada, Bete Mendes não foi reeleita à Câmara Federal e caiu no ostracismo político.
 
Boa artista, vez ou outra faz papéis secundários que jamais terão a audiência de seu brilhante desempenho artístico, ao interpretar o papel de heroína política, em 1985.

O TERNUMA agradece sua visita.
Ir para o topo
Desenvolvimento, Hospedagem e Manutenção por IBS Web.'.