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Pronunciamento do Sr. Deputado Coronel Ubiratan

Pronunciamento do Sr. Deputado Coronel Ubiratan na 22º Sessão Ordinária da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, em 15/04/2003
 
O Sr. Coronel Ubiratan – PTB (sem revisão do orador) – Sr. Presidente, Srs. deputados, telespectadores da TV Assembléia, ouvi ontem, nesta Casa, debates de deputados acusando o Dr. Calandra, que exerce uma função na Polícia Civil. Um homem que foi e é dedicado, um homem que sempre lutou e sempre se posicionou e, agora, como delegado de polícia é execrado e jogado na imprensa como se fosse um maldito, um torturador, um monstro.
 
Quando é a esquerda radical que coloca a luta contra o terrorismo, se dá a nítida impressão de que a luta foi contra jovens idealistas, sem experiência, que estavam fazendo apenas um movimento, quando a realidade não é bem essa: eram homens armados, preparados, treinados e que matavam friamente.

Pesquisando, eu trouxe aqui a lista daqueles que foram mortos por esses jovens idealistas. Eram homens que cumpriam com o seu dever; eram homens que trabalharam na Polícia Militar e na Polícia Civil, eram civis, comerciantes, motoristas de táxi e caixas de bancos. Todos sofreram na mãos deles.
 
Hoje, passado tanto tempo, ainda querem se lembrar desse pedaço e crucificar o Dr. Calandra, um nobre delegado da Polícia Civil. Ao que me consta e pelo que aprendi, a anistia total, irrestrita e ampla foi promulgada neste país, só que essas mentes que ainda querem fazer ressurgir alguma coisa ainda não se esquecem. Assim, temos ministro assaltante de bancos, temos guerrilheiros, pessoas que mataram e roubaram e hoje estão ocupando cargos de projeção no governo e ninguém está preocupado em recriminá-los e falar sobre o passado.
 
Mas, por dever de justiça, quero aqui citar homens nossos que morreram, que deram as suas vidas por um ideal também, porque eles lutaram e acreditaram por uma coisa que fizeram. Nossos homens eram policiais civis e policiais militares, eram homens sérios e dignos.
 
Faleceram: em 28 de março de 1965 o sargento do Exército Carlos Argemiro Camargo e em 25 de junho de 1966 o jornalista Edson Régis de Carvalho, morto em decorrência de atentado a bomba. Nelson Gomes Fernandes; o bancário Osiris Mota Marcondes, cujo grande mal deste senhor foi ser um caixa de banco. Acabaram com sua vida apenas para “expropriar” o dinheiro, que para mim é a mesma coisa que roubo. Agostinho Ferreira de Lima. O Sargento da PM Nelson de Barros; Mário Kozel Filho, que morreu aqui atrás, no Comando Militar do Sudeste, ao atirarem um carro com bomba, explodiram um jovem garoto que servia a Pátria. Ele estava ali cumprindo a sua obrigação, era um sentinela do Comando Sudeste, que na época chamava-se Comando do 2º Exército. Ele pagou com a sua vida. Seu grande mal foi ter sido chamado pela Pátria para servir e morreu ali por culpa dos jovens idealistas. Soldado PM Antônio Carlos Gierre, abatido quando estava de sentinela no Barro Branco, em São Paulo. Para roubarem a sua metralhadora deram cinco tiros nesse garoto que tinha apenas 22 anos; investigador de polícia José de Carvalho, durante assalto a banco, “expropriação”. Euclides de Paiva Cerqueira; Abelardo Rosa de Lima; Subtenente Joel Nunes; soldado do Exército Elias dos Santos; Sargento PM José Geraldo Coutinho;  investigador de polícia Joaquim Melo e o guarda particular João Batista de Souza.

Sr. Presidente, gostaria aqui de pensar nesses homens que foram mortos pelos idealistas e pedir aos senhores que têm responsabilidade e aos senhores que estão nos assistindo em casa que façamos um minuto de silêncio em homenagem à essas vítimas.

Muito obrigado, Sr. Presidente e Srs. Deputados.

O TERNUMA agradece sua visita.
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