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O TERRORISMO E AS REFLEXÕES DE "MARCITO"

O conhecido cidadão Márcio Moreira Alves, "Marcito", outrora militante do Movimento de Libertação Popular (MLP) e ativo partícipe da Frente Brasileira de Informações, desde meados da década de 60 até meados da década de 70 do século passado, atuando com base em Paris e idas e vindas por cidades européias e do Norte da África (Argel e outras), no seu afã esquerdista contra a Revolução de Março de 1964, escreveu em 13 de setembro próximo passado, no jornal "O Globo", um artigo intitulado "O Preço da Ira".
 
Apesar do assunto enfocar a ação terrorista contra os Estados Unidos da América, com o sabor esquerdista que lhe é peculiar, o articulista, como sempre, teve que dar uma escorregadela, ao comentar o cenário nacional.
 
O artigo merece reflexão, pela "preço da ira" que transmite, pelas meias verdades que explora, pelo amplos e profundos contatos do autor, sempre bem chegado a militantes de organizações terroristas em épocas pretéritas, no Brasil e alhures, e pelo conhecimento que diz possuir sobre  ações terroristas. Tanto é que cita 74 ações da direita que seriam mais significativas (sic) que as da esquerda, sem quantificar estas. Como somos contra a ação terrorista, seja destra ou sinistra, significativa ou não, gostaríamos de ver o "douto" especialista apresentar as 74 que diz conhecer da direita e as da esquerda, que, por seu artigo e vivência, deve conhecer muito bem .
 
Para maior projeção de seu conhecimento nesta área, de início, o "entendido" poderia polemizar com os autores da obra "O Livro Negro do Comunismo", pelos dados divulgados, referentes as vítimas desta vertente ideológica na América Latina: 150.000 mortos, sem considerar a parcela dos que tombaram nas ações conduzidas pelos Partidos Comunistas fora do poder, isto é atuantes contra os governos estabelecidos, segundo o livro, duas dezenas de milhões ( ver página 16 da publicação citada).
 
O "experto" Marcito identifica a doutrina do terrorismo de direita como sendo a da segurança nacional, logo defendia a segurança da Nação, contra seus inimigos, dentro ou fora da estrutura estatal . O autor parece que dá ênfase, no artigo, ao "terrorismo de Estado" e não se explica direito. Esta posição, por sinal, foi muito usada pela esquerda, para estigmatizar países democráticos europeus que combateram facções terroristas famosas, possivelmente conhecidas do nosso "isento" jornalista ...
 
É estranho e confuso o pensamento do jornalista, pois grande número de países democráticos ocidentais têm uma doutrina de segurança nacional, para se opor as ações de organizações terroristas, seja qual for o fundamento doutrinário destas?
 
A esquerda, segundo o autor, "justificava seus atos pelo convencimento  da justiça de sua luta contra uma ditadura boçal, que protegia uma injusta distribuição da renda nacional". Por certo o Sr. Márcio refere-se a luta contra a "ditadura militar", no nosso país !
 
Bela justificativa...
 
O autor só não diz, omitindo, que esta esquerda, no Brasil e no Mundo, era composta de organizações marxistas revolucionárias e suas aliadas, defensoras, na sua quase totalidade, da ditadura do proletariado e da luta de classes. Estas organizações estavam ligadas ao PC da União Soviética, ao PC da China Popular, e ao PC Cubano, contando ainda com o apoio da OSPAAAL (Organização de Solidariedade dos Povos da Ásia, África e América Latina), também conhecida como "Tricontinental", e da OLAS (Organização Latino Americana de Solidariedade), ambas, até hoje, com sede em Havana. Eram órgãos coordenadores do MCI , organismos a ele vinculados, para condução de suas ações revolucionárias no Terceiro Mundo. Hoje defendem posições radicais contra os "países imperialistas" e os que julguem ser seus aliados... A visão maniqueista é a  de sempre, com os "explorados" substituídos, muitas vezes, pelos "excluídos".
 
O autor fala em convencimento da justiça com esta base doutrinária ?  Viram no que deu...
 
Condenamos os atentados terroristas executados, ou supostamente praticados pela direita , ainda que sem vítimas, segundo o Sr Márcio. Também condenamos os atentados praticados pela esquerda, acima de duas centenas entre 1. 964 e 1. 974, sendo alguns expressivos e, infelizmente, com vítimas (QG do então IIº Exército; Aeroporto dos Guararapes; em frente ao DOPS de São Paulo; explosão do Volks, com dois terroristas mortos, em acidente de trabalho na Rua da Consolação, em São Paulo; para não falar mais ), todos não citados pelo "isento" jornalista em seu artigo eivado de omissões ideológicas, características de "intelectual orgânico", ainda que ignorante e mal intencionado.
 
Para encerrar, as organizações partidárias, movimentos e ONGs,  nacionais e estrangeiras, que se afinam com países que apoiam ou financiam Organizações Guerrilheiras ou Terroristas (Cuba, Iraque, Síria e outros)  poderiam ser objeto da apreciação do "insigne" conhecedor das organizações esquerdistas radicais, maximalistas ou fundamentalistas, das quais esteve muito próximo no passado, no Brasil, na Europa e na África. Talvez não tenha perdido seus elos...
 
Não nos move nenhuma posição tendente a este ou aquele país no quadro estratégico internacional. O nosso Norte é aquele para o qual nossas tradições e anseios apontam e que o lema da nossa Bandeira exalta : Ordem e Progresso.
 
Nosso nome define nossa posição..."Ternuma", somos contra o Terrorismo.
 
PS. Trechos selecionados  do livro "Um grão de Mostarda - O Despertar da Revolução Brasileira", de Márcio Moreira Alves, edição "Seara Nova", Lisboa, 1973, páginas 30/32.
 
"Todas as minhas atividades parlamentares haviam sido uma longa e concatenada provocação. Éramos um punhado de parlamentares........Cobríamos com nossas imunidades toda sorte de movimentos de protesto, especialmente as manifestações estudantis e as greves operárias. Chegávamos a exercer contra os deputados da situação o que chamávamos de terrorismo cultural........Nossa estratégia era ..... a destruição completa de instituições liberais sobreviventes. Encarávamos o processo político como uma luta de classes.......Pensávamos que era altamente improvável que o proletariado pudesse optar por uma resistência clandestina e armada enquanto ainda existissem possibilidades de ações abertas e legais. Daí a necessidade de destruir as estruturas legais .( p. 30/32)
 
Como os leitores podem perceber, o"Marcito" era e, julgamos nós, ainda é um  dos mais puros e disfarçados "intelectuais orgânicos" da linha gramsciana, que anda por aí de braço dado com alguns "ramos de café estrelados", os quais, segundo ele no seu livro, são desprovidos de inteligência...

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