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A VERDADE, COMO FOI DIFUNDIDA PELO TERRORISMO E COMO O SERÁ PELA COMISSÃO QUE SE PROPÕE A APURÁ-LA

Quando em guerra contra as instituições vigentes, que pretendiam derrubar para implantar a ditadura comunista, as organizações armadas de extrema esquerda usaram e abusaram do terrorismo. Assassinatos de inocentes ou de seus próprios integrantes caídos em desgraça. Assaltos a bancos e estabelecimentos comerciais para roubar dinheiro que financiava sua violência criminosa.  Atentados a bomba destinados a atemorizar a população e inibir as forças da ordem que as combatiam. Seqüestros de diplomatas estrangeiros, cuja liberação barganhavam pela liberação de seus comparsas presos.  Sua verdade, difundida pelos comunicados que acompanhavam as ações, era sempre a de paladinos da justiça, que recorriam aos atos extremos pela necessidade de vencer a repressão, esta pintada com as cores do arbítrio e da tortura.

Restabelecida a ordem e a normalidade institucional, a anistia lhes concedeu o direito de retornarem à vida pública e concorrerem a cargos eletivos. Assim elegeu-se deputado federal, dentre outros companheiros de subversão, José Genoíno, ex-guerrilheiro preso na campanha do Araguaia e condenado pela Justiça.

No exercício do mandato, em agosto de 1985, discursou na Câmara Federal, divulgando a relação de 251 ”torturadores”, desde oficiais-generais e delegados até simples soldados. Pouquíssimos com a atenuante de “conivente”. Na lista, com o número 102, estava Coronel Paiva Chaves, comandante do DOI/CODI/RJ, 1970. Sem atenuante. O Correio Braziliense do dia seguinte publicou a matéria.

Em 1970, três irmãos Paiva Chaves eram tenentes-coronéis. O mais velho, hoje falecido, Assessor Parlamentar do Gabinete do Ministro do Exército, em Brasília. O segundo, autor destas linhas, Assistente-Secretário do Ministro. O terceiro servia no Comando do então I Exército, na Seção que cuida da instrução da tropa - 3ª - e depois na 5ª, como Oficial de Ligação com os Adidos Militares Estrangeiros.

Em 1985, só um permanecia no serviço ativo, General Comandante da 6ª Brigada de Infantaria Blindada, em Santa Maria, RS. Tomou conhecimento da acusação por seu irmão mais novo. Este procurou o Relator da Comissão de Anistia da Câmara dos Deputados, Deputado Benedicto Monteiro (PMDB/AM) e lhe endereçou uma carta, demonstrando a inverdade. O Deputado Genoíno, procurado, disse não ter poderes para retirar qualquer nome da relação, pois esta não era de sua autoria. O Deputado Benedicto Monteiro, no que estava a seu alcance, apresentou à Casa a carta recebida, que foi inserida nos anais da Câmara e publicada no Diário do Congresso.

Poderia ser o apagamento da infâmia, mas não foi. Quem procurar no Google por “Armando Luiz Malan de Paiva Chaves” encontrará, em vários “sites” coletados, além de uma inexistente corretora de valores, a mesma acusação apresentada na Câmara Federal pelo Deputado Genoíno, transcorridos 26 anos!

É com dados falsos desse jaez que a Comissão da Verdade manipulará os registros históricos para incriminar servidores civis e militares que enfrentaram o terrorismo. Serão acusados de tortura pelos que, sem apresentarem provas, usaram este argumento para justificar a delação de companheiros. E as ações criminosas dos grupos armados serão encobertas por tarjas pretas nos documentos oficiais, como já constatado, para que fique demonstrada sua patriótica luta pela democracia, ensinada e treinada por sangrentos instrutores cubanos e afins.

Do ex-Deputado José Genoíno, há pouco a acrescentar, além de sua vida de guerrilheiro e de réu do mensalão. Apenas a escolha para assessor do Ministro da Defesa.

Armando L. M. de Paiva Chaves

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