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FUNASA - Notícias 02/04/2003

 

 

 

Ministério reforça prevenção contra Síndrome Respiratória Aguda Grave

SAIBA MAIS:


Situação da Pneumonia atípica

O ministro da Saúde, Humberto Costa, disse hoje que o Brasil já adotou todas as providências recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para evitar uma epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Todos os aeroportos e portos estão orientados para identificar
pessoas com possíveis sintomas da doença (febre alta, tosse seca, dificuldade de respirar e fadiga) e que sejam provenientes de países onde
há princípio de epidemia (China, Vietnã, Cingapura e Canadá). Após a identificação, elas devem ser encaminhadas ao posto da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além disso, o Ministério da Saúde pôs em alerta todas as secretarias estaduais e municipais de Saúde, que deverão isolar os pacientes supostamente contaminados e providenciar a biossegurança dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento. O ministro reiterou que, até o momento, nenhum caso da doença foi registrado no Brasil.

“O governo brasileiro não vai medir esforços para evitar uma epidemia no país. Estamos em contato constante com a Organização Mundial de Saúde para que se houver uma nova norma internacional possamos adotá-la imediatamente”, disse, acrescentando que todas as unidades da federação têm hospitais de referência para tratamento de doenças infecto-contagiosas. Os nomes dessas unidades de saúde estão disponíveis no site http://www.funasa.gov.br.

Com relação à jornalista inglesa internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, com suspeitas da doença, o ministro afirmou que os exames até agora realizados no sangue e nas secreções da paciente apontam para uma pneumonia bacteriana e não da forma atípica, proveniente da Ásia. Disse ainda que a paciente está isolada e sendo tratada com antibióticos. As amostras estão sendo analisadas no Instituto Adolf Lutz, em São Paulo, e
na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Antes de chegar a São Paulo, a jornalista havia estado na Malásia para fazer a cobertura da Fórmula-1. Após deixar a Malásia, que ainda não registra casos da doença, fez uma escala em Cingapura, onde houve 92 ocorrências suspeitas e três óbitos, fez mais uma parada em Londres, de onde seguiu para o Brasil.

Humberto Costa acrescentou que outros 25 jornalistas que estiveram com a inglesa na Malásia estão hospedados no mesmo hotel em São Paulo e sendo acompanhados de perto pelas autoridades sanitárias. As pessoas que desembarcaram no Brasil depois de viajar no mesmo avião da jornalista foram orientadas a procurar os serviços de saúde em caso de sintomas suspeitos. Essas orientações estão sendo dadas a todos passageiros provenientes dos 15 países que registraram até agora 1.804 casos da doença, com 64 mortes. A atenção é redobrada com passageiros procedentes da China, Vietnã, Cingapura e Canadá, onde a doença se apresentou de forma autóctone, ou seja, não houve a importação da pneumonia, mas sim transmissões locais.

Pneumonia atípica

A maior proporção dos casos tem ocorrido em adultos de 25 a 70 anos, mas a doença é mais letal em vítimas acima de 40 anos. Os casos secundários da doença estão concentrados em profissionais de saúde e familiares que tiveram contato direto com os pacientes ou com suas secreções corporais.

Os sintomas iniciais da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) são febre alta (acima de 38ºC), calafrios, dores musculares e tosse seca. De 3 a 4 dias depois os sintomas evoluem com dispnéia, ou seja, dificuldade para respirar.

Em 80 a 90% dos casos há significativa melhora dos sintomas a partir do 6º dia. Em 10 a 20% dos casos, os pacientes evoluem para um quadro clínico mais grave, progredindo para insuficiência respiratória aguda, com o desenvolvimento de um quadro de Síndrome da Angústia Respiratória, que exige ventilação mecânica. A letalidade neste grupo de pacientes tende a ser elevada.

Causas

Até o presente momento, ainda não há resultados conclusivos sobre qual é o agente etiológico, ou seja, a causa da pneumonia atípica. Alguns exames laboratoriais em pacientes do Canadá, China e Estados Unidos detectaram a presença de vírus das famílias Paramyxoviridae e Coronaviridae, além de M. pneumoniae. Também está sendo considerada a hipótese de ser algum vírus que cause infecção em animais e que tenha cruzado a barreira das espécies para infectar humanos. Além disso, há a possibilidade de ser algum vírus que cause infecção em humanos e que tenha sofrido processo de mutação ou adquirido propriedades que o tornem mais agressivo.

Tratamento

Diversas terapias com antibióticos vêm sendo tentadas ate o momento como tratamento da doença, mas têm apresentado pouco efeito. A ribavirina com ou sem o uso de esteróides é utilizada em um número crescente de pacientes, mas sua efetividade também não foi comprovada. Atualmente, a terapia mais apropriada são as medidas de suporte geral do paciente, assegurando a hidratação e o tratamento de infecções.

 

 

 

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