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O STF QUER O FIM DA LAVA JATO? PROTESTEMOS! // Marcelo Aiquel – Advogado - 24/03/2018

O Brasil assistiu pela TV – parte incrédula, e parte “meio conformada” – a fogueira de vaidades (livro famoso) ou a gaiola das loucas (comédia famosa), como pode ser definida a sessão de julgamento do HC preventivo, cujo paciente foi o ex-presidente Lula da Silva.
Sim, porque a sessão foi uma comédia, se não, um verdadeiro “show de horrores”. Começou com a infindável demonstração de vaidade dos Ministros que, diante das câmeras e com uma plateia incontável de espectadores, não hesitaram em querer demonstrar extenso saber jurídico, abusando de um “juridiquês” absurdo e incompreensível à 95% dos assistentes.
E, no final do dia, a sessão foi interrompida após um arranjo tão surreal, que causou rubores até nos porões da zona portuária.
Só que, antes de “se declararem cansados” (pois devem ter feito um enorme esforço naquela tarde de tantos e demorados recreios), os nobres Ministros decidiram na direção da esculhambação geral: ao conceder um “salvo conduto” (aliás, uma medida digna de épocas de exceção) ao paciente do HC – mesmo que temporário (como é praxe nos “salvo condutos”) – o STF decretou, não só o fim da Lava Jato, como a inviabilidade da aplicação da Lei da Ficha Limpa, pois se for necessário o esgotamento dos recursos judiciais (o que as leis concedem “aos balaios”), nenhum político poderá ser impedido de concorrer, mesmo já condenado.
O espirito corporativo esteve presente na decisão de quinta-feira última. Não posso (e, imagino que ninguém possa) afirmar que os votos dados foram expressos em quitação de dívidas morais, mas que o “salvo conduto” sinalizou o horizonte para quem tem contas a pagar (Eduardo Cunha; Jucá; Aécio; R. Calheiros; Zé Dirceu; e outros tantos – políticos ou não; e bandidos em geral), isso é fato. Basta pagar um bom e caro advogado e pronto!
Assim, a Suprema Corte de Justiça, deu um “xeque mate” nos brasileiros, anestesiados com tanta bandalheira.
Mas, aí ecoou o velho refrão: ah, eu sou gaúcho!
De ironizados além Rio Mampituba, os gaúchos demostraram – novamente – ao país, como se faz protesto. E esta ação, seguramente, precede outra mais contundente.
Para evitar e “esquinar” a necessidade de um ato mais grave, é que convoco todos os brasileiros de bem (até porque seria uma grosseira “perda de tempo” conclamar aqueles que usam a incoerência como costume) a largar tudo e sair às ruas no dia 31 de março para uma dupla missão: (i) festejar o aniversário da data em que o Brasil livrou-se parcialmente (porque o espectro ainda não acabou) de virar um país comunista; e, (ii) mostrar aos excelentíssimos Ministros do STF, que o povo unido jamais será vencido. Nem com canetaços vaidosos e/ou oportunistas.
Eu acredito nos brasileiros. Vamos às ruas! Não há nada mais importante do que isto, para esta geração e para o futuro do país.
Você, que nunca foi, nem pra fazer número, não deixe de mostrar sua indignação. Faça isso agora e não permita que “venezuelem” a nossa pátria.
Mostremos que não somos ovelhas! Nem burros!

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