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A REVOLUÇÃO DE 64. // Gen Roberto Maciel

A Revolução de 64, que faz 53 anos neste 31 de março, vem sendo tachada, pejorativamente, de golpe pela extrema esquerda e pelos “intelectuais” do palco, a inteligentsia. É uma discussão pouco acadêmica e carregada de preconceito. Os atores ainda estão saindo do palco e só depois será possível, sem patrulhamento ideológico, analisar os fatos com isenção. Para pacificar, aceitemos que em 31 de março de 1964 houve um golpe de estado. Em 1º de abril iniciou-se a revolução!
O que preocupa é que, em geral, nos deparamos com críticas e versões desfavoráveis na mídia e na Academia, embora a parte da população que viveu aqueles idos guarde mais boas que más lembranças. É natural! Quando um regime autoritário se impõe para instalar a ditadura do proletariado, extingue toda a resistência, criando Gullags e deixando um rastro de milhões de cadáveres, tal como na China, Rússia e Cuba; quando uma revolução pretende refundar a democracia em extinção, como no Brasil, permite a dissidência que se abriga na mídia e na Academia. Não por serem casas “subversivas”, mas por prezarem a liberdade de criação e por extensão, a liberdade de pensamento.
Foram anos de chumbo ou dourados? Houve chumbo contra os criminosos, como hoje pede a população. No plano individual, crescendo a 10, 12% ao ano, havia pleno emprego e havia segurança. No coletivo, nasceu o Brasil grande, dos metrôs do Rio e S. Paulo, de Itaipu, de Telecomunicações, da ponte Rio – Niterói, do BNH, do FUNRURAL.
Mas a Revolução cometeu erros. E os excessos no campo dos direitos humanos teria sido um deles. Assim chegamos à Comissão da Verdade...
Houve tortura? Provavelmente sim! Houve tortura institucional, isto é, o governo militar normatizou a tortura? Provavelmente não. O Estado tolerou a tortura? Provavelmente sim, em certa medida. Os direitos humanos hoje são a jóia da coroa do politicamente correto. Mas muita coisa politicamente incorreta se fez e se faz, em todo o mundo, em defesa do Estado. Os campeões mundiais da democracia mantêm uma prisão em Guantânamo onde as leis americanas não são aplicáveis. Quem tem um 11 de Setembro flexiona os seus pudores. O cidadão americano provavelmente apoia seu governo, embora as instituições do estado trabalhem para estabelecer limites.
O reencontro de um país consigo mesmo, colar as fraturas e ter novamente uma nação após grave dissenção é tarefa para mais de uma geração. Parece-me que as Comissões da Verdade (CV) podem contribuir nos casos mais graves, se conduzidas com equilíbrio e imparcialidade.
Em alguns países as CV se propuseram, com vigor destacado no título, a promover a reconciliação; em alguns países todos os contendores obrigaram-se a contar a sua participação em atos criminosos; em alguns países a remuneração dos membros foi simbólica; em alguns países nomes insuspeitos e respeitados as compuseram; em alguns países as compensações financeiras foram limitadas. O Brasil da jabuticaba fez tudo diferente....e pior. E assim o Brasil se tornou o que é hoje: um país esbodegado pela esquerda, um país do início dos anos 60.

O TERNUMA agradece sua visita.
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