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A VERDADE. // Edu C. Antunes – Cel Rfem. e Licenciado em Estudos Sociais - 12/12/2017

Quando ouviu: “Não minta”? O gajo começou a tremer, calafrios corriam pelo corpo, a cabeça se inclinava para baixo, os olhos fixos no chão e a vergonha alojada na consciência tratavam de se esconder no infinito dos pensamentos, na esperança de achar uma explicação plausível que o livrasse do merecido castigo que, com certeza, seria aplicado com a dureza correspondente.
Mas o medo de enfrentar a verdade e sofrer as consequências da merecida sanção o fez, ante o pavor do açoite, ressurgir das profundezas do consciente a explicação mentirosa mais deslava, onde alegou, com todas as juras, que jamais cometeu uma só torpeza que pudesse manchar sua história e sua honra.
Que ironia. Quantos assim procedem, ante inúmeras evidências de suas atitudes e ações delituosas, procurando a camuflagem do manto da mentira e transferindo suas culpas aos que o cercam e, até, a forças invisíveis; nunca a si próprios.
Exemplos desses encontramos com muitos dos nossos governantes, onde o cabedal de procedimentos diversionistas e a utilização desbragada da mentira é regra geral. A cada denuncia ou delações evidentes pulam que nem sapos na lagoa na busca do suculento mosquito necessário a sua sobrevivência, alegando total desconhecimento da acusação que os atinge e, na maioria das vezes, procuram desacreditar seus delatores, muitos seus recentes amigos. Quando não atacam com uma força descomunal os que somente falam a verdade, ameaçando-os com a força da lei, que não raras vezes os protegem.
São representantes desse quilate que estão, desesperadamente, tentando iludir o povo inculto de que eles estão aí para “salvar a nação” que eles mesmos destruíram e a jogaram no caos que hoje nos encontramos. Juram por todos os santos que a culpa não é deles: que é do outro partido que há pouco tempo faziam parte, embora a cada minuto um dos seus caia nas garras da lei.
Há! A verdade. Quando verdadeira dói. Dói na alma, na consciência, no bolso e na família de um delinquente enganador, ao ser descoberto por sua mentira. Dói, mas não impede que, na tentativa de reverter o quadro desesperador que poderá leva-lo as garras da lei, tenta cooptar todos que posam ter alguma influência no sentido de livrá-lo das acusações, mesmo que para tal tenha de distribuir benesses financeiras de toda a ordem e valor. É o que chamamos de “Balcão de negócios”; os maus, com certeza.
O português Manuel Alegre, no seu exílio, no poema “A Trova do Vento que Passa” num de seus versos diz:
“Mesmo na noite mais triste/ Em tempo de servidão/ Há sempre alguém que resiste/ Há sempre alguém que diz não”.
Não nos assustemos com a posição e o poder que muitos deles ocupam, dizendo não aos seus desmandos e mentiras descaradas, visto que não pensam no seu povo, mas em permanecer eternamente no poder, mesmo que para tal tenham de utilizar os mais sortidos argumentos e os parcos recursos da nação. Gravem seus nomes, pois não podem mais continuar a comandar um povo que só deseja paz para viver e trabalhar. Mantenha-os anotados em seus cadernos para, nas próximas eleições, manda-los trabalhar de verdade.

O TERNUMA agradece sua visita.
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