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JORNAL DE ONTEM. // Jacy de Souza Mendonça

Ontem, na minha leitura matinal, fui impactado por três notícias lamentáveis divulgadas pela imprensa.
A primeira diz respeito ao fato de alguns brasileiros, em nome de um mundo melhor, se manifestarem, contraditoriamente, em defesa do ditador venezuelano Nicolás Maduro, um dos maiores monstros que já ocuparam os governos da América Latina; um tipo que, não contente por ter quebrado seu país enriquecido pelo petróleo, está matando cidadãos na via pública apenas porque contestam seus desmandos; um tipo que deixa o povo em tal estado de fome que muitos são obrigados a atravessar a fronteira para buscar comida no Brasil; um tipo que ameaça agora impor nova Constituição, visando a perpetuar-se no poder, e prender 33 juízes só porque discordam dele – a mesma prisão em que já recolheu seus opositores políticos. Será que brasileiros aplaudem essa espécie de governante? Será esse o modelo que desejam para nós?
A segunda notícia refere a intenção de um grupo de parlamentares brasileiros de modificar as regras relativas à confissão premiada (constante de lei promulgada por Dilma Roussef); alterar a legislação sobre prisão preventiva, vigente entre nós há mais de século; rever as disposições legais sobre condução coercitiva. Por que tudo isso? Porque são instrumentos usados na perseguição de corruptos e corruptores que levaram o País a escárnio internacional, que encheram ilicitamente os bolsos de políticos desonestos, que quebraram a economia do País; certamente também porque se sentem ameaçados pelas malhas da lei, em virtude de atos desonestos que praticaram. Provavelmente sabem, como eu, que foi assim que políticos italianos desonestos se livraram do presídio no Movimento das Mãos Limpas. Querem então, a benefício próprio, repetir a mesma receita entre nós.
A terceira notícia diz respeito ao fato de o Fundo Partidário estar previsto, para 2018, no montante de 3,5 bilhões de reais e os políticos pretenderem aumentá-lo de forma estonteante, sob a justificativa de que assim seria compensada a proibição de financiamento eleitoral por pessoas jurídicas. Bilhões de Reais que fazem falta no deficitário Tesouro Nacional. Um Fundo que alimenta dirigentes de Partidos que existem apenas em uma gaveta. Um Fundo que, para ser mantido, leva o Estado a aumentar o ônus imposto aos cidadãos. Um Fundo que me obriga a contribuir para todos os Partidos, até para aqueles que detesto. Um Fundo que mantém um ridículo programa de TV que, em velocidade de Fórmula 1, exibe a foto de pândegos pretendentes a cargos públicos. Para que tal Fundo? Para sustentar um incalculável número de aparentes Partidos Políticos que só existem para dele participar. Na verdade, cada Partido deveria ser sustentado exclusivamente por seus próprios sócios e essa seria a forma de acabar com falsos Partidos, que só existem para inflar a burra de seus dirigentes. Um Fundo que consegue manter falsos políticos na crista da onda midiática, uma vez que, com eleição, nem podem contar.
É hora de reagirmos. Cada um a seu modo. Se alguns brasileiros morrem de amores por Nicolás Maduros, se outros desejam com todas as suas forças livrar corruptos e corruptores das garras da lei, que guardem para si esses desejos indecorosos, mas não pretendam jogar os demais brasileiros em tal inferno.
Se somos contra tudo isso, deixemos bem clara nossa oposição. É hora de aplaudirmos aqueles que levantam sua voz contra tais pregoeiros da desgraça nacional. É hora de desmoralizarmos, de jogar nas teias do ridículo os Catilinas que abusam da liberdade de que gozam para desgraçar toda uma população.

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