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MEIOS, FORÇA DE VONTADE, UTOPIA REALIZADA. UMA REFLEXÂO. // Gen Div Gilberto Rodrigues Pimentel - Presidente do Clube Militar - 27/06/2017

“Uma utopia realizável é algo que sabemos ser possível fazer, sonhamos que se concretize, temos os meios, mas nos falta  força de vontade suficiente para levá-la avante”.

Será que há como relacionar o pensamento acima com o lixo político que utiliza o Congresso Nacional como local de homizio? Não é indiscutível o desejo generalizado da nossa gente de varrê-los de lá e da vida pública? E não seria essa uma utopia realizável? Não está faltando força de vontade?
Pois bem, caso não ocorra uma reviravolta no cenário político, chegaremos às eleições gerais de 2018, diante de um quadro que coloca nosso País no mesmo nível de uma republiqueta qualquer, ratificando a falácia contida nos discursos que pretendem nos apresentar como vivenciando uma democracia plena, sólida, consolidada e outras adjetivações que de forma alguma correspondem à realidade. Não pode ser chamado de democrata, nem justo, um país que se permite ser dominado por políticos desonestos e criminosos.
São muitas, muitas mesmo, as raposas velhas que pretendem a reeleição em 2018. Em todos os níveis de exercício do poder, incluído o de primeiro mandatário. Acusados da prática dos mais graves crimes, lá estarão investigados, denunciados e condenados em primeira instância. Todos em busca, hoje e sobretudo, de garantir o esconderijo e a odiosa imunidade que o Congresso lhes oferece. Discute-se, até mesmo, a possibilidade de condenados em segunda instância permanecerem aptos a disputar a presidência da República.
Tudo isso na vigência de um sistema eleitoral que se mostrou fraudulento, como vimos com riqueza de detalhes, ao vivo e em cores, no recente julgamento da chapa vencedora das eleições presidenciais de 2014. Milhões de eleitores, dentre os menos informados, tiveram seus votos de alguma forma comprados, e uns outros tantos, poderosos empresários, financiaram a compra desses votos em troca de favores criminosos dos políticos que bancaram. Por isso o Brasil quebrou.
A recondução desses homens à direção do País, o número é inacreditável, nesse momento de absoluta gravidade, seria um risco incomensurável para as pretensões futuras da Nação. Alguém duvida disso? E ainda assim, permaneceremos inertes? Amarrados a regras equivocadas que de forma alguma atendem aos interesses da sociedade?
Afirmam, repetidamente, que até o trânsito em julgado existe a presunção da inocência. Não lhes parece que há uma inversão aqui? E os direitos de todos? E se eles não são inocentes? Continuamos pagando todos nós? Não lhes parece que a segurança da sociedade deveria estar em primeiríssimo lugar? Por que arriscar reelegê-los diante de tantas e tão claras evidências da prática de crimes? Por que privilegiar seus possíveis direitos em detrimento dos nossos, povo em geral?
Se a Justiça não tem condições de se manifestar em tempo, o esperado seria que esses suspeitos, todos, fossem por ela considerados impedidos de concorrer à reeleição. Que concorram na próxima, se inocentes forem. Até porque, política não é profissão. O político é alguém que se propõe a servir, embora na prática tudo esteja distorcido. Não se trata aqui de impedir alguém de exercer sua atividade como muitos querem fazer crer. Eles têm suas próprias profissões. Que voltem a elas. O político não pode prescindir de honestidade, de honra. Nesse momento excepcional, não reagir a isso seria agir como uma manada mansa rumo ao matadouro.
Só para Ilustrar esse meu raciocínio “utópico” acrescento que nas Forças Armadas, quando um militar responde a um processo por suspeita da prática de um delito, leve que seja, ele passa à condição de “subjudice”, deixando de gozar certos direitos como promoção, comando, etc. até que seja dado o veredito final. Se inocente, será ressarcido dos prejuízos no que for possível. A segurança e os interesses da instituição, como se vê, são prioritários. Por que então, com muito mais razão, não pode ser assim em relação ao Brasil, ainda mais diante da situação excepcional que vivemos?
Obs: Não creia, amigo, que se trate de simples ingenuidade a presente reflexão, simplesmente é o correto, ao menos num País que pretenda ser justo e democrático. O restante é alinhar-se ao lixo político que predomina.

O TERNUMA agradece sua visita.
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