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CONSIDERAÇÕES SOBRE O ATUAL MOMENTO BRASILEIRO (PARTE IV). QUEM A ESQUERDA TEME?. // Robson Merola de Campos - Advogado

É importante agora frisar-se um ponto acima de todos os outros: a doutrinação esquerdista que levou Fernando Henrique Cardoso e posteriormente Luiz Inácio Lula da Silva ao poder é também uma inequívoca demonstração do medo que a própria esquerda sente do aparato militar brasileiro. Passados exatos 32 anos do fim do Regime Militar os intelectuais de esquerda ainda dedicam grande parte do seu tempo a atividades que tentam denegrir as Forças Armadas e a sua atuação ao longo da história do Brasil. Seu temor é incomparável e incontestável.
Citemos alguns exemplos:
A recente manifestação do General Antônio Hamilton Martins Mourão que despertou a ira (e o desespero) das esquerdas simplesmente porque sugeriu que os brasileiros deveriam “despertar para a luta patriótica”. A simples menção à “patriotismo” apavora a esquerda pois sabe que ali se encontra o seu calcanhar de Aquiles. No mesmo sentido pode-se ainda citar, o massacre midiático a que foi submetido o parlamentar federal Jair Messias Bolsonaro por ter mencionado no seu voto durante a sessão de impeachment o nome do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. A esquerda teme a verdade histórica e trabalha com afinco para mantê-la soterrada. Emílio Odebrecht revelou em um dos seus depoimentos diante dos procuradores federais que resolveu fazer a delação em virtude da “reação da sociedade”. Traduzindo sentiu-se acuado com os “protestos nas ruas, a frieza da vizinhança e o medo das famílias”. Finalmente, o próprio ex-presidente Lula desistiu de comparecer à tradicional Cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes de 21/04/2017 em Ouro Preto – MG, onde seria o principal homenageado em virtude do medo da reação popular à sua presença.
É preciso denunciar a doutrinação esquerdista e expor os fatos verdadeiros ocorridos durante os anos do Regime Militar em contraponto à doutrinação mentirosa que exsurge das hostes esquerdistas. É o que têm feito, por exemplo,Oficiais (já afastados do serviço ativo) do alto escalão do Exército Brasileiro e das outras Armas que dedicam grande parte do seu tempo nesta tarefa obtendo resultados expressivos. Pegue-se como exemplo o texto intitulado “A nossa liberdade” da lavra do General-de-Brigada Paulo Chagas que foi publicado originalmente em janeiro/2015 e até hoje é replicado nas redes sociais. Textos como o citado expõem a triste realidade atual e traz consigo a inevitável comparação com os dias do Regime Militar, quando a população tinha segurança e a corrupção não grassava em todos os níveis e esferas da administração pública.
Recentemente, quando dos trabalhos da famigerada “Comissão da Verdade” houve a iniciativa de se publicar um documento assinado por militares e civis em repúdio às suas conclusões e de advertência (ainda que velada) sobre eventuais punições aos militares envolvidos em operação de combate ao terrorismo/guerrilha nos anos 1960/70. O documento surtiu efeito e a esquerda recuou.
Sempre que pode, o Comandante do Exército, General Villas Bôas deixa clara a sua preocupação com o momento atual do Brasil. Foi o que ocorreu na Ordem do Dia de 19/04/2017, quando ele foi contundente ao fazer referência à “aguda crise moral, expressa em incontáveis escândalos de corrupção” que enfrentamos e ainda à “ausência de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada”. Adiante, conclui que “essa crise fere gravemente a alma de nossa gente, ameaça nossa própria identidade nacional deprime-nos o orgulho pátrio, embaça a nossa percepção de projeto de Nação, dispersando-nos em lutas por interesses pessoais e corporativos sobrepostos ao interesse nacional”. E arremata, como se lesse o pensamento comum a todos os brasileiros: “nossa gente não é assim e não merece isso!”.
A análise conjuntural contida na Ordem do Dia do Comandante do Exército coincide com o pensamento expresso neste breve estudo. O brasileiro comum está insatisfeito com o momento atual e quer ver mudanças. Entretanto, em virtude da falta de maturidade política, não sabe como proceder nem é capaz de se organizar. Sente-se assim perdido e abandonado.
Os inimigos internos do Brasil são perigosos, ardilosos, estão bem entrincheirados e preparados para um longo embate de desgaste. Sabem que o tempo conta a seu favor. Contam para isso com uma Constituição Federal e uma legislação processual penal que conduz à morosidade dos processos e como conseqüência direta à impunidade. Torna-se, portanto indispensável compreendermos a gravidade do momento atual. O Brasil tem diante de si um verdadeiro divisor de águas. E é bom que se registre para que não fiquem dúvidas: comete um ledo engano quem acredita que os militares das nossas Forças Armadas estão indiferentes à gravíssima crise que atormenta atualmente o brasileiro. A discreta atuação das nossas Forças Armadas não pode jamais ser confundida com leniência ou concordância tácita com a atual situação do país. Nossos militares nunca se furtaram ao dever que lhe impõe seu patriotismo. E sempre que atuaram,o fizeram de forma decisiva e sem margem à erro. A vitória em todas as batalhas enfrentadas se deve ao planejamento minucioso, e a entrada no campo de batalha sempre no momento certo. O “timing” de nossas Forças Armadas sempre foi impecável. A história demonstra isso.
Não é a toa que as nossas Forças Armadas despertem tanto medo e tanto ódio nos integrantes da esquerda! Pensando bem, diante de tantas revelações dos últimos meses envolvendo crimes contra o povo brasileiro, eu, no lugar dos comunistas/esquerdistas ou corruptos, também ficaria apavorado com a possibilidade de prestar contas perante o povo brasileiro representado pela Instituição cujos integrantes juraram defender a Pátria ainda que com o sacrifício da própria vida.

O TERNUMA agradece sua visita.
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