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CONSIDERAÇÕES SOBRE O ATUAL MOMENTO BRASILEIRO (PARTE III). A RUPTURA. // Robson Merola de Campos - Advogado

Entretanto, seria desejável correr o risco da ruptura violenta do status quo? Não podemos olvidar que no exato momento em que for deflagrado um eventual movimento revolucionário liderado pelas FFAA ou por setores conservadores da sociedade, haverá uma imensa mobilização midiática contrária. Evidente que tal mobilização será alimentada e se alimentará da doutrinação esquerdista que está enraizada (ainda que de forma espúria) no pensamento de grande parcela da população brasileira, que durante décadas foi (e continua sendo) bombardeada com informações falsas relativas ao período dos governos militares. É possível ainda que, neste cenário, haja reação violenta de parcela da população brasileira (especialmente entre os movimentos radicais de esquerda que se alimentam da própria retórica) face à ruptura do status quo. Quais seriam as conseqüências de tal embate? É impossível prever! “Nenhum plano sobrevive ao contato com o inimigo”, disse certa vez o General Prussiano HelmuthMoltke. A história confirma esta premissa.
É evidente que existem planos detalhados para uma possível intervenção militar. E que tais planos são atualizados de acordo com a evolução dos cenários. Não é a intenção deste pequeno estudo se aprofundar no planejamento de uma eventual intervenção militar, ainda que essa possibilidade tenha que ser encarada como bastante plausível em algum momento do futuro. Entretanto, não creio que a esquerda, no momento atual, tenha condições de implementar uma “guerra civil” no Brasil. Suas ações continuarão sendo pontuais e de desgaste como já mencionadas alhures. Assim, em princípio, ficaria afastada uma intervenção militar como resposta à uma agressão em larga escala dos movimentos radicais. Por outro lado, uma intervenção militar para “limpar” o Brasil como reivindicam os chamados “intervencionistas” não parece ser a melhor solução no momento atual, justamente em virtude de que a esquerda domina amplamente e com facilidade os meios de comunicação. Rapidamente eles entrariam em ação e sem disparar um único tiro enfraqueceriam o movimento, incitando as massas contra o novo regime. Foi exatamente o que aconteceu nos anos 1960/1970. Derrotados pela força das armas, a esquerda venceu pela força da retórica. O resultado está bem diante de nós.

(continuará...)

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