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CONSIDERAÇÕES SOBRE O ATUAL MOMENTO BRASILEIRO (PARTE I). A CRISE MORAL E INSTITUCIONAL. // Robson Merola de Campos - Advogado

É indiscutível que o Brasil atravessa a sua mais grave crise institucional, ética, moral e social desde que as caravelas de Pedro Álvares Cabral aqui aportaram. A sociedade brasileira está à deriva, pois se desacostumou a assumir a responsabilidade da condução de seu próprio destino. Jamais se viu tamanha desagregação moral como nos dias atuais. E tal desagregação é conseqüência direta da ação dos inimigos internos do Brasil (instigados e financiados pelos inimigos externos) que durante várias décadas doutrinaram, por todos os meios possíveis, corações e mentes do povo brasileiro.
Qual o sentimento do povo brasileiro diante da atual crise? O silêncio e a omissão das massas nas ruas significam concordância com a destruição da nação? Se acreditarmos que a resposta para esta pergunta é sim, nada há mais que se possa fazer. Afinal, tecnicamente falando, as instituições, bem ou mal, continuam funcionando. As pessoas vão trabalhar diariamente. Festejam seus feriados e gozam suas férias. Há um ambiente de normalidade aparente no ar e o brasileiro parece estar alheio ao que acontece nos corredores do Poder. Entretanto, caso a resposta seja negativa, o desdobramento natural do raciocínio é questionar o que pode ser feito para modificar – para melhor – o atual estado de coisas e quem pode fazê-lo. Pergunta-se então: estarão os atuais homens que integram as instituições da República à altura da tarefa que lhes incumbe o momento atual? As revelações da Operação Lava Jato demonstram que não.
Vejamos:
Todos os ex-presidentes da República após o término do ciclo dos governos militares; oito governadores de Estado em exercício; dezenas de parlamentares federais e centenas de outras pessoas nas diversas esferas da administração pública foram citados como beneficiários de propinas ou por praticarem crimes de diversas naturezas. E até o presente momento, foi revelado o conteúdo apenas da delação de uma única empresa. Ou seja, estamos diante da ponta do iceberg. E quando as outras delações vierem? As reformas defendidas pelo atual Presidente esbarram na vontade de pequenos grupos de pressão que estão colocando o Estado brasileiro literalmente na condição de refém. Invasões e depredações de prédios públicos tornaram-se figura comum. Bloqueio de importantes artérias urbanas ou rodoviárias é feito cotidianamente por um punhado de “militantes” que são, em verdade, alcoviteiros de um ex-presidente que não se faz de rogado para ameaçar servidores públicos no legítimo e legal exercício de suas funções. E o faz, diga-se de passagem, impunemente até o momento.
De outro lado, o Poder Judiciário, com exceção de ações pontuais na primeira instância (aqui incluída, com louvor, a atuação do Grupo Tarefa da Operação Lava Jato) e eventualmente em instâncias superiores, transpira leniência com os atos de corrupção praticados. Quando um Ministro do Pretório Excelso vem à público para defender alguém suspeito em uma investigação legal autorizada por um colega de toga temos a certeza de que há algo de muito podre no Reino da Dinamarca.

(continuará...)

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