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LULA, HITLER E AS LIÇÕES DA HISTÓRIA. // Robson Merola de Campos - Advogado

Estudiosos da história contemporânea sustentam que a Alemanha jamais teria se tornado nazista de não fosse Adolf Hitler. O ditador nazista moldou a história da Alemanha aproveitando-se das características do povo alemão, entre as quais se destacam, mas não se esgotam: obediência quase mística à autoridade, uma profunda mágoa após o término da Primeira Guerra Mundial contra os vencedores e os termos do Tratado de Versalhes, a crença de que o povo ariano era superior aos demais povos e por isso destinado a comandar o mundo.
Hitler era um gênio do mal e da oratória. Ex-cabo do Exército alemão, pintor medíocre e fracassado, hipnotizava as massas com seus discursos histéricos e pontuados de gestual cuidadosamente ensaiado. No final, a Alemanha pagou o preço de dor, sangue e tragédia por ter seguido cegamente seu Führer.
A esquerda no Brasil sempre almejou alcançar o poder. Tentou pela via do voto e pela força das armas. A vitória da esquerda começou com a eleição de Fernando Henrique Cardoso, mas somente se consolidou com o ex-metalúrgico Luis Inácio Lula da Silva. Tudo que Lula tinha a oferecer ao Brasil era o seu discurso tosco, cheio de incorreções gramaticais, mas recheado daquilo que o povo queria ouvir. Juntou a isso o seu inegável carisma e o Brasil durante mais de uma década esteve hipnotizado por sua voz. Somente assim pode-se entender como Lula conseguiu fazer sua sucessora uma pessoa que não conseguia articular de improviso uma dúzia de palavras de forma coerente. O resultado todos nós conhecemos: o Brasil ingressou em uma era de corrupção sem precedentes, uma anarquia econômica e moral gigantesca e principalmente o esfacelamento e a contaminação de praticamente todas as nossas instituições.
É forçoso reconhecer: Hitler e Lula captaram e se aproveitaram com maestria do sentimento dos povos que comandaram. E mais: ambos chegaram ao poder pela via legal (mas nem sempre legítima), mas, depois manobraram astuciosamente nos bastidores para ali se perpetuarem. Hitler chegou ao poder pela via indireta, aproveitando-se do crescimento do Partido Nazista que impôs a sua indicação para Chanceler da Alemanha; Lula, através do voto direto. A conclusão é óbvia: ambos somente comandaram seus países porque seus cidadãos assim o quiseram. No capítulo final da Segunda Guerra, Hitler fez a graça de estourar seus miolos para escapar ao julgamento dos aliados. Lula prefere continuar tentando manobrar a massa em seu favor, com um discurso irresponsável repleto de bravatas. Somente seus partidários/comparsas (que se locupletaram durante os anos petistas) ou os crédulos/inocentes úteis ainda defendem ou acreditam no barbudo alma-mais-honesta-da-galáxia.
O tempo de Lula está se esgotando. Mais cedo ou mais tarde sua patética figura receberá o justo julgamento dos homens e da história. Mas, isso não basta: a sua herança maldita ainda insiste em sobreviver no Brasil. Basta olhar a atual composição do Congresso Nacional. Quantos ali não se beneficiaram dos anos da corrupção desenfreada e do poder fácil? Acuados, os velhos caciques da política brasileira, que acumulam acusações e processos, costuram formas de se perpetuarem no poder, garantindo a impunidade. A votação em lista fechada é apenas mais um exemplo. Aqueles da mídia que gritaram (e gritam) sobre a “ditadura militar” parecem não ter inteligência suficiente para perceber que vivemos hoje uma verdadeira ditadura perniciosa e cruel: a ditadura da desonestidade, da imoralidade, da ausência de ética, da safadeza, da dilapidação do patrimônio público, do empobrecimento do Brasil enquanto país e nação. Compreender tal ditadura e mobilizar-se contra ela é tarefa inafastável de cada brasileiro. Temos hoje coletivamente um inimigo muito mais poderoso do que qualquer outro que já enfrentamos. Este inimigo está entrincheirado nos corredores do poder e se o povo continuar permitindo lá permanecerá.
Lula, quando assumiu o poder do Brasil, conhecia bem o povo que comandava. Um povo que não se mobiliza, que não aspira ao progresso pessoal e coletivo, que se contenta com as migalhas da mendicância. Um povo muito mais preocupado com as amenidades das festas e dos feriados, com a bebida e a irresponsabilidade, do que com o futuro da nação. O Brasil somente não degringolou de vez porque não chegamos ao fundo do poço. As benesses da grande massa continuam presentes e sendo distribuídas a rodo. Se o povo brasileiro acordará e em quais circunstâncias só o futuro dirá. E esta é a grande questão que se coloca, pois a história nos ensina que todo povo tem um ponto de ruptura. Quando este momento chega, os fatos que se desenvolvem e as suas conseqüências são imprevisíveis. É como abrir uma porta para uma sala escura: nunca se sabe o que se encontrará lá dentro.

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