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GOEBBELS TROPICAIS VERMELHOS – O RETORNO. // General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

Em 2012, escrevi o artigo - Goebbels Tropicais Vermelhos - criticando a forma com que o regime militar é maciçamente retratado em amplo segmento da mídia, por meio de intensa propaganda facciosa. São setores controlados pela esquerda socialista ou por profissionais, cuja doutrinação transformou em inocentes úteis a serviço da revolução socialista permanente, iniciada com a criação do Partido Comunista Brasileiro em 1922.
Como acontece todos os anos, o revanchismo retorna ao palco midiático com as “águas de março”. Esperem reportagens e minisséries facciosas, apelando ao emocional a partir de versões mentirosas e, eventualmente, de verdades ou de meias verdades com a finalidade de denegrir as Forças Armadas (FA). É que a esquerda socialista teme pelo futuro de seus propósitos liberticidas, ciente da confiança da sociedade nas FA, do espírito democrático e do patriotismo dessas Instituições. Teme o contraditório às suas versões, meias verdades ou mentiras, pois ele revelaria o que foram o Movimento Civil-Militar de 31 de Março de 1964, o regime militar e o enfrentamento à luta armada, permitindo ao cidadão fazer seu próprio juízo ao dispor de diversificado universo de informações.
Não renego a dor de famílias enlutadas ou vítimas de violações, mas denuncio a exploração desonesta do sofrimento alheio com fins ideológicos. Aliás, a doutrina socialista, copiada de Goebbels, manda repetir mentiras à exaustão, de modo a parecerem verdades para o cidadão incauto.
Preparem-se, pois serão cenas fortes e comoventes! A senhora idosa, a família triste ao redor e a foto de um rapaz ou de uma jovem. Alguém da família fala com saudades do ente querido, pessoa bondosa, idealista, amante da liberdade, que lutara contra a ditadura militar nos anos 60-70. Conta que foram presos, assassinados, desapareceram ou foram barbaramente torturados (coincidentemente todos sempre forambarbaramente torturados, como se não fosse o bastante ser apenas torturado). As violências que cometeram como militantes são mostradas apenas como ações idealistas, sem mostrar os detalhes sórdidos, a frieza e a maldade com que foram executadas e sem lamentar o drama de suas vítimas e famílias afetadas. Em seguida, a cena muda para imagens de violência do Estado, misturando a realidade dos conflitos de rua com a fantasia de películas que mostram a tortura como se fosse institucional. Aparecem militares sempre radicais, truculentos e torturadores contra heroicos e angelicais defensores da democracia.
A falsa imagem do regime militar, massificada por décadas, é a de governos tirânicos e inimigos da liberdade, que perseguiram cidadãos amantes da democracia e empregaram a tortura como política de Estado. Sem querer justificar tal violação, durante o regime militar não houve nem mais nem menos tortura do que havia antes e ainda há nos dias atuais. Ao tomar por base o discutível número anunciado de 20 mil torturados, verifica-se que a incidência dessa violação seria inferior a três por dia, em todo país, nos vinte anos do regime. Portanto, não foi ontem e nem é, hoje, política de Estado, mas sim incapacidade de coibir ou omissão das autoridades responsáveis.
Esperem a avalanche de matérias revanchistas nas próximas semanas pois, com certeza, haverá mídia impressa e minisséries ou reportagens facciosas em canais de TV. A preparação está em sigilo, para não quebrar o impacto e para atrair a atenção do público. Quanto às minisséries, alguns programas de televisão, matutinos ou de Domingo à noite, serão usados para divulga-las ou fazer o marketing do lançamento. Esperem aquela chamada de sempre: “a série de reportagens ‘tal’, ou a minissérie ‘tal’, está bombando nas redes sociais” e, então, serão entrevistados os atores, o público e as famílias das vítimas. Alguém, é claro, será convidado para apresentar o contraditório, mas será apenas para maquiar a parcialidade, pois é muito mais claro que lhe darão um tempo ínfimo de exposição. Tudo está combinado para respaldar a retomada das campanhas para a revisão da anistia e o cumprimento das recomendações do relatório faccioso e desacreditado da facciosa e desacreditada Comissão (da Omissão) da Verdade.          
Por que a mídia, tão ciosa na defesa da liberdade de expressão e da ética da imparcialidade, nunca fez minisséries ou matérias de vulto sobre os crimes hediondos da luta armada?
Imaginem o assassinato do Tenente da PMSP Mendes Júnior, abatido pelas costas a golpes de coronha de fuzil na cabeça, quando prisioneiro de Lamarca. Esse último, um falso herói criado pelos socialistas, foi um frio assassino e desertor, que traiu seus irmãos de armas, sujeitando-os a investigações, punições e julgamentos em juízo, ao roubar 60 fuzis do seu batalhão, usando das prerrogativas de Capitão comandante de subunidade.
O assassinato do Capitão Chandler, militar norte-americano que estudava em uma universidade de São Paulo. Foi chacinado, diante da esposa e do filho, após ser condenado à morte por um espúrio tribunal revolucionário de organizações terroristas que, com tais credenciais, queriam tomar o poder e se tornar governo.
O atentado em que morreu o Soldado Mário Kozel Filho com o corpo destroçado por um carro bomba e a tortura e morte de João Pereira (17 anos), guia da força legal no Araguaia, assassinado diante dos pais por guerrilheiros do PCdoB.
Foram cerca de 120 mortos e muito sofrimento causado a seus familiares pela luta armada. As imagens desses irmãos brasileiros, que também tinham famílias amorosas, aspirações e nobres atributos, e as de seus sofridos e não indenizados familiares não são divulgadas e eles não são enaltecidos como seus algozes. Só esses últimos interessam à propaganda ideológica dos Goebbels tropicais vermelhos, cujo poder na mídia intimida acovardados profissionais, ainda que democratas convictos.
Repasse amplamente nos espaços que nos restam, caro leitor, pelo menos para frustrarmos a surpresa que a mídia revanchista pensava em nos fazer.

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