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OS MORTOS QUE O BRASIL NÃO CHORA. XXXV // Robson Merola de Campos - Advogado

Sulamita Campos Leite, 25/08/1969, empregada doméstica

Sulamita Campos Leite era empregada doméstica na casa do médico Agostinho Salles, na cidade de Belém do Pará. Para azar de Sulamita, o filho do médico era o terrorista Flávio Salles, que poucos dias antes do fato havia participado de uma ação contra a Industria de Picolés e Sorvetes Gelar. Sulamita levou consigo o segredo de sua morte. Tudo que se sabe é que um explosivo de alta potência estava enterrado no quintal da casa do médico. Na noite de 25/08/1969 o petardo explodiu lançando o que restou do corpo de Sulamita a mais de 30 metros de distância.
Na década seguinte, Flávio Augusto Neves Leão Salles que era integrante do Grupo VAR-Palmares foi processado por diversas atividades subversivas, como assaltos a bancos e supermercados e ainda pela morte do marinheiro inglês David A. Cufhberth, tripulante da Fragata Triumph, que visitava o Rio de Janeiro, em 05/02/1972. Flávio Salles também foi acusado de participar do assassinato de Carlos Alberto Maciel Cardoso, que era integrante da ALN – Aliança Libertadora Nacional e foi “justiçado”, ou seja, foi julgado, condenado e executado por seus próprios companheiros por traição. A história de Carlos Alberto Maciel Cardoso será contada no futuro nesta série.
Sulamita Campos Leite era empregada doméstica. Os jornais da época que foram pesquisados não trouxeram maiores informações sobre Sulamita.
Autoria: o explosivo foi escondido no quintal por Flávio Augusto Neves Leão Salles integrante da VAR-Palmares.
Fontes: Jornal do Brasil, edição 00121 de 27/08/1969, 1º caderno, página 18 e edição 00109 de 26/07/1977, 1º caderno, página 19; Correio da Manhã, edição 24182 de 11/02/1972, 1º caderno, página 5.
Esclarecimento do autor: este artigo integra uma série intitulada “Os Mortos Que o Brasil Não Chora” e é resultado de minuciosa pesquisa em jornais, revistas e periódicos publicados na época em que os fatos aconteceram. São aproximadamente 120 vítimas. Alguns eram integrantes de Forças de Segurança, outros civis – alguns sem qualquer conexão com um ou outro lado – e os demais eram membros da esquerda que foram “justiçados” (executados) por seus próprios companheiros. A cada publicação contarei a história de um episódio ou de uma vítima. Procurei obedecer a ordem cronológica dos acontecimentos. Todos os artigos já publicados estão disponíveis no site do grupo Ternuma (www.ternuma.com.br) e na página pessoal do autor no Facebook (https://www.facebook.com/robson.meroladecampos).
Próximo artigo: Mauro Celso Rodrigues,

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