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Carta resposta a jornalista

 

 

 

19/04 - Prezada jornalista

Por Aloísio Rodrigues dos Santos - 19/04/2011.

Li com atenção o texto publicado na Folha de São PAULO de 17 de abril de sua autoria, reproduzido no site www.averdadesufocada.com . Achei-o extemamente parcial e bastante incompleto, por não trazer à tona "conhecimentos" que enriqueçam os conhecimentos disponíveis, muitos já exaustivamente divulgados pela internet, mas nunca desmentidos ou criticados, mesmo de forma subjetiva. Quanto aos fatos objetivos e consistentes, frutos do conhecimento, da comprovação e dos registros disponíveis, estes nem pensar em polemizar. Já foram feitas, pela internet, inúmeras sugestões para debates, desde que sejam ao vivo e que tenham regras claras e bem definidas.

Já me posicionei ostensivamente para que os documentos, inquéritos e julgamentos do Superior Tribunal Militar e das Auditorias Militares das décadas de 60/70/80 sejam disponibilizados ao público. Mas isto é outra história. E vamos ao que interessa.

Desconheço o que o Sr PÉRSIO ARIDA declarou no artigo publicado na revista "Piauí", o que o torna, pelo menos, uma preciosidade em razão do texto de sua autoria. Mas tenho, mais do que a convicção, a certeza de que êle coonestou, pelo silêncio e pela omissão, em 1985, uma das mais torpes acusações sofridas por um militar do Exército, divulgada e publicada diariamente por toda a impresa escrita, falada e televisada em agosto de 1985. Sem provas e sem averiguações. O linchamento despropositado ultrapassou qualquer limite aceitável. Esta acusação foi desmoralizada e respondida pelo lançamento de um livro em 1987, ratificado por outro publicado em 2006 com cerca de 600 páginas e muitos nomes de A a Z. Nunca mais esse tema voltou aos jornais e telejornais. Pérsio não falou em 1970 com 18 anos, muito menos a partir de 1985, com 33, quando integrava os quadros do Governo Federal, já na "Nova República", mas falou para uma revista na atualidade, quando está próximo dos 60, deixando inúmeras indagações no ar.

O fato e as circunstâncias merecem ser citadas, para que acusações, fraudes, mentiras, etc, conduzidas de forma extemporânea, sem cuidados, sem critérios, sem consistência, sem pesquisa, não se tornem verdades como em um passe de mágica e com o apoio de significativa parcela da imprensa comprometida com o poder, em especial o poder que corrompe e desmoraliza instituições.

Em 1970, Pérsio Arida e outros jovens, todos muito jovens (17 a 21anos), todos aliciados por profissionais do terrorismo e da subversão, foram presos em 29 de setembro por militarem na organização comunista "Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares VAR-Palmares". Em 16 de outubro desse mesmo ano, oito desses jovens, aí incluídos o economista Pérsio Arida e a artista Elizabeth Mendes de Oliveira, "Bete Mendes", foram entregues aos pais e aguardaram o julgamento em liberdade. Os oito foram absolvidos em 1971. Por oportuno, esclareço que o militar violentamente acusado pela Beth Mendes em 1985 e outros dois encaminharam em 1971 um depoimento à Auditoria Militar, responsável pelo julgamento, em favor dos jovens.

Em 17 agosto de 1985, três dias após o regresso do Uruguai, aonde fora integrando a comitiva do Presidente da República, sem razões aparentes que justificassem a sua inclusão, "Beth Mendes" desencadeou uma intensa campanha difamatória contra um dos militares que assinaram o depoimento em seu benefício e de outros sete, em 1971, com violentas acusações de tortura. A resposta a essas torturas estão relatadas minuciosamente nos livros que a jornalista conhece, pelo menos os títulos. Se tiver interesse é fácil adquirir, basta querer. Quanto ao Sr Pérsio Arida, manteve-se desde 1970 em um intrigante silêncio. Muito menos falou em 1985, talvez por precaução, talvez pela fragilidade das acusações da sua antiga "companheira". Hoje se arrisca em generalizações que nada significam, circunstâncias que nada dizem e ações que desconhece. .

 

 

 

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