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Onde eles estão? Marcio Moreira Alves

 

 

 

MARCIO MOREIRA ALVES
("MARCITO")

- Nasceu em 14 de julho de 1936 no Rio de Janeiro. Seu pai foi Prefeito de Petrópolis e sua família era proprietária do celebrado Hotel Ambassador, no Rio de Janeiro, onde funcionava o Juca's Bar, ponto de encontro de intelectuais e políticos na década de 1960.

- Inicialmente apoiou o movimento militar de 1964, porém, quando foi proclamado AI-1, tornou-se opositor do regime.

- Márcio Moreira Alves aderiu ao MDB e foi eleito deputado federal, em novembro de 1966, pelo antigo Estado da Guanabara.

- Em 12 de maio de 1968, em São Paulo, participou da reunião de fundação do MOVIMENTO POPULAR DE LIBERTAÇÃO (MPL)

- "Prosseguindo as atividades de aliciamento, o advogado e jornalista Sebastião de Barros Abreu foi contatado por Dejaci Florêncio Magalhães, do MPL, através do jornalista D'Alembert Jorge Jaccoud, então chefe da sucursal de Brasília do "Jornal do Brasil". A intenção do MPL, na realidade, era a de fazer contato com José Porfírio, o mesmo da "guerrilha" de Trombas e Formoso, de quem Sebastião de Barros Abreu já fora advogado e ainda era amigo. Dejaci desejava entregar a José Porfírio um documento de Arraes e Almino Afonso, no qual eram expostas as linhas básicas do MPL. Arraes pretendia acelerar o processo revolucionário e via, na figura de Porfírio, o líder para desencadear uma guerrilha rural em extensa área a Este do rio Tocantins, nos estados de Goiás e do Maranhão. Esse documento foi explicado aos jornalistas Sebastião Barros de Abreu e D'Alembert Jorge Jaccoud pelo deputado federal Márcio Moreira Alves, em seu próprio apartamento."

- É lembrado como o provocador do AI-5, ao proferir no início de setembro de 1968, como deputado, um discurso no Congresso Nacional em que convocava um boicote às paradas militares de celebração à Semana da Pátria e solicitava às jovens brasileiras que não namorassem oficiais do Exército.

- Em 03 de dezembro de 1968, Marcio Moreira Alves proferiu um discurso no "PINGA-FOGO" da Câmara injuriando as Forças Armadas e qualificando seus quartéis como "Valhacouto de Gangsters".

- Em 12 de dezembro de 1968, Câmara dos Deputados rejeitou o pedido do Executivo de processar Marcio Moreira Alves.

- Em 13 de dezembro de 1968, foi promulgado o Ato Institucional Nº 05 (AI-5) e, em decorrência, no dia 30 de dezembro, Marcio Moreira Alves teve seus direitos políticos cassados.

- Logo após a cassação, em janeiro de 1969 participou da reunião do MPL na fazenda de seu pai, no RJ, para analisar o AI 5 de Dez 68.

- No início de 1969, Marcio Moreira Alves deixou clandestinamente o país com destino ao Chile, onde permaneceu até 1971. Durante esse período inicial de exílio percorreu a Venezuela, a Colômbia, o Equador, o Peru, a Argentina, a Bolívia, o México e os Estados Unidos.

- Em outubro de 1969, Arraes, Marcio Moreira Alves, Almery Bezerra e Everaldo Noroes criaram, em Paris, a Frente Brasileira de Informações (FBI).

- Em 1971 foi morar na França,

- Em 72, foi encarregado de restabelecer as atividades da FBI na Inglaterra, enquanto se definia a expansão da distribuição dos boletins da FBI a todos aqueles que pudessem colaborar com a sórdida campanha de difamação do Brasil.

- Em 15 Mar a 09 Abr 72, na Igreja São Clemente, em Nova York: A FBI realizou uma extensa promoção contra o Brasil, englobando conferências, debates, filmes e representações. O evento contou com a participação do teatrólogo Augusto Boal, do cineasta Gláuber Rocha e do ex-deputado Márcio Moreira Alves, dentre outros.

- Em 07 JUL 72, o comitê alemão da Amnesty International patrocinou, em Hamburgo, uma conferência de Márcio Moreira Alves, ocasião em que foi feita a propaganda de um de seus livros, contendo injúrias contra o Brasil.

- Entre novembro de 1973 e maio de 1974 viveu na cidade de Havana, onde deu aulas na Faculdade de Ciências Políticas.

- Em outubro de 1974, após a Revolução dos Cravos, foi morar em Lisboa, Portugal, tornando-se professor do Instituto Superior de Economia de Lisboa (atual Instituto Superior de Economia e Gestão).

- Retornou ao Brasil, em setembro de 1979, beneficiado pela Lei da Anistia.

- filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e, em novembro de 1982 concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo estado do Rio de Janeiro, não obtendo êxito.

- Em 1983, no governo Franco Montoro em São Paulo, foi nomeado assessor de Luis Carlos Bresser Pereira na presidência do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), função que desempenhou até 1984, quando tornou-se assessor de Bresser Pereira na Secretaria de Governo do estado de São Paulo, permanecendo nesse cargo por dois anos, até 1986.

- Em 1986, mais uma vez, candidatou-se a deputado federal pelo PMDB e, mais uma vez, não obteve sucesso.

- De 1987 a 1990, esteve à frente da subsecretaria para relações internacionais do governo do estado do Rio de Janeiro.

- Em 1990, deixou o governo estadual a fim de montar uma empresa de assessoria para assuntos políticos – a Brain Trust Consultores Associados – em parceria com outros especialistas na área.

- Também em 1990, pediu desligamento do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e reiniciou sua atuação na imprensa, tornando-se colaborador do Jornal do Brasil e de O Estado de São Paulo.

- Em agosto de 1993, já colaborador eventual de O Globo, tornou-se colaborador permanente e, em seguida, colunista diário do jornal, encarregado de assuntos de política nacional.

- A partir de junho de 2004, acometido por grave problema de saúde, afastou-se da mídia.

- Faleceu no dia 3 de abril de 2009, na cidade do Rio de Janeiro.

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