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A INTENTONA COMUNISTA DE 1935
Pedro Figueira Santos
Por iniciativa do Comando Militar do Leste, à qual associou-se o Clube Militar, foi realizada na Praia Vermelha – RJ a solenidade anual em homenagem aos militares e civis mortos covardemente em 27 de novembro de 1935, quando um grupo de traidores, a soldo de Moscou, tentou implantar no Brasil uma sangrenta ditadura comunista.
Aquele movimento, a Intentona Comunista, foi o maior ato de traição e covardia já ocorrido na nossa história. Por isso, é de se lamentar o desinteresse de autoridades e a apatia da sociedade em geral a iniciativa dessa magnitude. Entendemos que tudo faz parte de planos maquiavélicos de órfãos do muro de Berlim, saudosistas do expansionismo comunista propugnado pelo COMINTERN. Procuram desmerecer ou negar valores nacionais contando, para tanto, com a conivência de parte da mídia e o evidente aparelhamento de órgãos do governo ou a ele solidários. Isto tem ocorrido, principalmente, em se tratando da Intentona Comunista de 1935 e da Revolução Democrática de 31 de março de 1964. O primeiro desses movimentos é convenientemente ignorado, e o segundo, sistematicamente distorcido ou difamado.
Não podemos nos curvar, limitando-nos a poucas e tímidas manifestações. Parece até que, ao realizá-las, estaríamos praticando ato de transgressão ou de desagrado aos detentores do poder. Tal preocupação é inteiramente descabida, considerando-se a imutável realidade: os governantes passam, mas a história perpetua. É, pois, de suma importância que se mostre, sem temor ou constrangimento, a verdade dos fatos às gerações que se sucedem, nos contrapondo, assim, ao persistente bombardeio de mentiras ou omissões.
Certos segmentos de nossa sociedade têm suas datas mais significativas incluídas no calendário anual, por iniciativa de atuantes ativistas. Nada contra, porém, por que não fazemos o mesmo?
A data de 27 de novembro poderia chamar-se “Dia do Repúdio ao Comunismo” e o 31 de março, o “Dia Nacional da Consciência Democrática”.
Fica lançada a idéia. Vamos abraçá-la? Com a palavra os nossos representantes no Congresso.