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QUANDO TRANSGREDIR COMPENSA. E COMO!

Ternuma Regional Brasília

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

 

Embalados pelos atuais costumes e habituais tretas do desgoverno, somos levados a crer que o crime compensa. Na esbórnia vigente, somos tangidos a engolir como normal que o embusteiro e o transgressor se saiam, graciosamente, após cometerem as mais diversas e vis infrações.

Infelizmente, atingimos a um nível de cinismo onde é corrente que “as leis foram feitas somente para aqueles que as cumprem”, simplória e pertinente consideração popular diante do constante descumprimento de leis, normas, regulamentos e toda a espécie de instrumentos elaborados com a finalidade de inibir contraventores, e impedir que vivamos sob o império do descalabro e no reino dos abusados e criminosos.  

Continuamente, e a cada dia mais amiúde, convivemos com poltrões de todas as colorações, galardoados em sua ousadia ou em sua desabrida sem-vergonhice.  

E olha que as patifarias, inúmeras vezes, ultrapassam o aceitável (se é possível tal), e atingimos um patamar de conivência que engolimos verdadeiros monumentos de cretinice e violações das leis sem a menor cerimônia.

Inquestionavelmente, vivemos sob a égide da inversão dos valores. Fato que não pode ser contestado, quando somente uma parcela mínima da população se arrepia e esbraveja diante das anomalias que campeiam.

Moralmente, estamos no fundo do poço. As pesquisas não nos deixam mentir, quando analisamos o desvairado desempenho do Executivo e sua permanente impunidade.

O penúltimo, mas, certamente, não o último cínico desacato às leis eleitorais foi, como usual, protagonizado pelo nosso mandatário, que tripudia com debochado descaramento sobre qualquer freio aos seus desejos, em geral torpes, os quais extrapolam todos os limites, apoiado numa petulância que envergonha e causa asco, por julgar - se acima dos mortais.

Vimos e ouvimos o repelente infrator, em cândida e deselegante postura, com a maior desfaçatez, sem nenhuma cerimônia, próximo do presidente do TSE provocá - lo ao repetir indevidas louvações a respeito de sua candidata, quando no dia anterior, de sã consciência, sabendo que, indevidamente, ao arrepio de lei eleitoral, havia cometido igual deslize. Chega a ser patético se não fosse tão cretinamente cínico.

Ao creditá - la como a virtual responsável pelo Trem – Bala, pespega de sobra um vergonhoso auto - elogio ao seu trabalho, simplesmente para anunciar que, em dezembro, será lançada a licitação para o referido projeto, que poderá (?) estar concluído em 2016.

O “inimputável, no momento empenha – se para em breve ascender aos céus, aspiração pertinente, uma vez que o “gracioso delinqüente” se julga o supra - sumo. É um julgamento unilateral, sem qualquer motivação terrena ou divina, pois uma breve análise dos nulos feitos e das parcas obras levadas a termo pelo energúmeno, para concluirmos que nada construiu, e, ainda, poderá legar – nos, além da indigesta sucessora, um elenco de infortúnios de difícil resgate; pelo contrário se impingir – nos a sua marionete, choraremos e espernearemos por décadas no vale de lágrimas que será este País.

Este é o ponto aonde chegamos. Sem volta.

 

Brasília, DF, 16 de julho de 2010