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Por
que o 2014 não foi escrito em azul ?
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Ternuma Regional Brasília
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo
Pereira
Hoje, ao ver o símbolo (logotipo) da Copa
do Mundo, que teremos a ingrata missão de sediar, criado pelo
governo do PT, quase fomos às lágrimas. Lá estavam o verde, o
amarelo e o branco, mas o azul? Cadê o azul? De onde saiu o
vermelho?
O ano do evento, nada mais natural, para
não dizer obrigatório, que ele fosse ornado com a bela cor azul,
completando - se no logotipo o arco - iris das belas cores que
ilustram a nossa Bandeira.
No início um estupor, depois a indignação,
a seguir uma tristeza imensa, dorida, impotente
A que ponto chegamos; a que ponto eles
chegaram.
Deplorável, medonho, incrível, lamentável.
Sim, a que ponto chegamos. Como podemos
admitir a conspurcação do mais lídimo símbolo nacional?
Sim, a que ponto eles chegaram.
Deles, nada a estranhar, pois tantas já
aprontaram, e pelo tenebroso acinte, muitas desconsiderações
haveremos de engolir.
Recentemente, a “metamorfose ambulante”
sentenciou, em ato público, que não temos heróis. Este é o processo
de desconstrução da Pátria, aos poucos, solerte, e nas entrelinhas.
Pobres de nós, sempre surpreendidos por
violentos socos em nossa dignidade, na nossa brasilidade, sem que se
ouça, nada além de gemidos esparsos, envergonhados, tímidos.
Do nosso jardim de há muito arrancaram as
rosas, as orquídeas, as viçosas flores que nos encantavam e,
certamente, encantariam as nossas futuras gerações. No seu lugar,
lúgubres e retorcidas urzes.
Ainda não invadiram as nossas casas, mas em
breve invadirão.
Invadiram as nossas mentes e,
provavelmente, os nossos olhos, pois ao mirarmos o resplandecente
céu azul que ornamenta a nossa querida Bandeira, no seu lugar,
pasmem, vemos uma imensa mancha vermelha.
Que vergonha. Pra onde foi o céu da nossa
terra? Escamoteado?
A cada dia uma desdita, a cada momento uma
tristeza, a cada instante um novo temor pelo que virá.
Por favor, afastem de nós este cálice.
Mesmo o povo brasileiro, fã incondicional
de brincadeiras e folguedos, inconseqüente por vezes, desatento
amiúde, nem ele, na sua cínica inocência merece ver tão vilipendiado
e desprestigiado o azul de sua Bandeira.
Meu senhor, que vergonha.
Quantas desventuras a mais teremos que
suportar, diante da ganância, diante do total despudor de indivíduos
e grupelhos capazes de desvirtuar os símbolos mais caros de uma
nação, simplesmente para dar a vazão às suas míseras e retrógradas
crenças ideológicas.
- “Por favor, afastem de mim este
cálice”.
Lamentou – se o cidadão ao ver, sem
acreditar, o alienígena logotipo.
Brasília, DF, 10 de julho de 2010
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