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Ternuma- Bsb VINTE ANOS NO PODER
Este é o projeto em curso, explicitado por José Dirceu, quando ainda era o todo poderoso Ministro Chefe da Casa Civil. O nome Partido dos Trabalhadores, escolhido muitos anos antes e derrotado em três eleições, estaria agora se afirmando como apropriado, depois do sucesso das duas últimas. Se os eleitores, em grande maioria, trabalham, a tendência até agora indicada nas pesquisas de intenção de voto indicaria que eles se identificaram com o partido que leva o nome da classe e querem que se perpetue no poder. É um contrassenso. A população economicamente ativa não deseja isso. Os percentuais favoráveis, que podem reverter nos três meses que decorrem antes do pleito, são também insuflados pelos que não trabalham, acomodados com a mesada que lhes permite sobreviver São custeados pelo dinheiro público, amealhado com impostos dos que os pagam. As benesses do governo são muitas, justas ou injustas. Há as que deseducam. Outras, demasiado generosas. Todas oneram o bolso do contribuinte. Mas cativam o eleitor que as recebe. Se sua abrangência não é discriminatória, podem até ser aceitas e aplaudidas pelos demais. Entretanto, inúmeras causam revolta, voltadas para seus apaniguados e os próprios agentes do poder. Quem tem de recolher em tributos tudo o que ganha em quatro meses do ano (36 a 38%) não pode se conformar com desperdícios e gastos de privilegiados. Lamentavelmente, o exemplo vem de cima. Funcionários dos palácios, que eram 1100 na administração anterior, tiveram seu número multiplicado por 3 e agora são 3300. Assessores especiais diretos, que eram 27, passaram a 55. Enquanto não foi proibida a publicação de concorrências da presidência (2003), as quantidades a adquirir eram estarrecedoras. Para consumo em 120 dias, 7 ton de açúcar, 2,5 ton de arroz, 600 kg de bombons, 6000 barras de chocolate (ou seja, 50 por dia), 2250 kg de pó de café (seriam 2145 cafezinhos/dia). Para a Conferência do Meio Ambiente, na Suécia, a comitiva presidencial teve mais de 500 integrantes! Como estarão os olhos, os ouvidos, o senso crítico, o amor ao próprio bolso daqueles que fazem número para dar a esse presidente aprovação de mais de 70%? Apesar do sucesso da economia, do substancial crescimento do produto interno bruto (PIB), a inflação está ameaçando “tomar o freio nos dentes”, as contas públicas se deterioram e o déficit comercial aumenta. O grande timoneiro, que vetou aumentos salariais do funcionalismo, insiste em não reduzir o custeio. Embalado pelos que o aprovam, muitos deles “alfabetizados” incapazes de compreender as idéias de um texto escrito, não aceita pôr freio em despesas assistencialistas que darão voto à sua candidata. Enquanto se vangloria com o crescimento do PIB e do emprego, creditáveis ao empresariado que produz e não ao governo, persiste em pagar a vida nababesca de sua família e de seus asseclas com recursos do estado. Para cobrí-la, insiste em manter o alto percentual da carga tributária, argumentando que, se fosse de 10%, não haveria estado. Apesar da receita de impostos que não para de crescer e dos enigmáticos percentuais de aprovação, o cidadão não tem o governo a que aspira. A confirmação vem em portal do próprio Ministério do Planejamento na internet, logo retirado, em vista do desconforto que causou a vários ministros. Dentre outros registros, faz críticas ao desempenho da reforma agrária, em número de assentamentos e em sua produtividade. Assinala o atraso na construção de hidroelétricas e o risco de vir a faltar energia. Desfaz o engodo do fim das filas no INSS, mostrando que a espera na porta dos guichês deu lugar a demora muito maior por agendamento telefônico. A tragédia hídrica que afogou municípios de Pernambuco e Alagoas é mais uma dolorosa constatação de despreparo municipal, estadual e federal. Desastres anteriores, como em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, não deram alerta suficiente. A imprevidência não cede seu lugar. Falta determinação e competência para planejar. Falta vontade política, porque obras de saneamento não têm visibilidade, enquanto a assistência às vítimas amealha votos, agora em população muito mais sofrida e miserável. A distribuição de verbas federais não dá prioridade a riscos, mas a interesses partidários. Ainda assim, muitos querem a continuidade. Quem mais quer é quem está no poder. Tudo vale fazer. Até a Hora do Brasil é conspurcada pela propaganda partidária, com notícias que favorecem sua candidata. E esta confia na campanha, submissa à orientação do cabo eleitoral que a escolheu e, do alto de seu cargo, não respeita a lei, no intuito de promovê-la. Não tem modéstia de reconhecer inexperiência política, nem vergonha de expressar idéias confusas em frases mais ainda. Declara orgulho em ter tido participação armada na guerrilha revolucionária. Afirma que empunhou armas para lutar contra a ditadura, mas não tem coragem de confessar que seu objetivo era implantar a ditadura socialista comunista. Se não renega e até reafirma suas convicções ideológicas, é de esperar que, se eleita, será para aquele destino que tentará nos levar.Dilma é um perigo para o Brasil. |