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EM BUSCA DE UM EMBUSTE

Ternuma Regional Brasília

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Por aqui, a vida prossegue em berço esplêndido. A “massa nativa” é imune a qualquer sentimento de revolta, apesar de espoliada, enganada, enrolada, pelo contrário, idolatra e aplaude os sem-caráter, como disse em plenário do Rio de Janeiro a revoltada Deputada Cidinha Campos, indignada com os desregramentos e patifarias que lá ocorrem.

A corrupção, o golpe, o abuso, a mutreta, a enganação estão no DNA do povo brasileiro”, bradou a parlamentar, mais ou menos nestes termos.

Assim, segundo ela, e os minimamente esclarecidos, somos, enquanto povo nacional os grandes culpados pela desvairada mixórdia em que se transformou este País. Escolhemos a dedo os inescrupulosos, e sempre adiamos nosso destino “promissor”, pois o Brasil não precisa de inimigos.

Seguidamente, circulam pela internet dados que nos concedem o primeiro lugar entre os piores do mundo. Eventuais relatórios da ONU corroboram que estamos no “topo” da canalhice.

Somos, desde o nascimento, predestinados a uma conivente simpatia com a inverdade e com a estultice. Está no DNA.

 Poucos reagem à triste sina, outros, tanto se cansaram e, constatando que o politicamente correto nacional é ser um esperto em tudo, facilmente aderem à onda de cinismo galopante que inunda a Nação.

Como justificar que o populista e demagogo, com a maior desfaçatez contradiga afirmações e alegações ditas na véspera, e sem o menor pudor credite-se como o grande mentor da Pátria? Como justificar a alta popularidade, a não ser com a cumplicidade explícita entre o populista e a plebe?

Como explicar e aceitar a corrupção que grassa em todos os rincões? A não ser, admitindo-se que sempre estamos predispostos a uma falcatruazinha? Como não ver com cordatos olhos, deslizes de um autêntico e cínico patife?

Observemos que os corruptos são descobertos por denúncias, por reportagens de alguns periódicos ou revistas, que não dispõem do aparato investigativo dos órgãos fiscalizadores. Dificilmente, o aparelho policial efetiva-se, mormente, para elucidar escandalosos casos envolvendo “aloprados”.  

Portanto, acalentamos os malandros e os patifes, babamos diante de embromadores, exultamos e louvamos os calhordas, este é o nosso DNA. Por isso meus amigos, se a “falha moral” que está sendo oferecida ao nosso povo, não existisse, provavelmente, estaríamos como Diógenes, com uma lanterna na mão à sua procura.

Entretanto, não nos bastam os pequenos malfeitores, os levemente safados. Nós queremos algo grande, de preferência mulher, ex-terrorista (existe isto?), alguém com passado enlameado, com poses ditatoriais, com reconhecida antipatia, uma mentirosa patológica, incapaz de elaborar e enunciar um raciocínio lógico, capaz de tudo para dominar e impor; logo, queremos a pior, pois nascemos com o DNA dos velhacos e submissos.    

Para os desatentos, alertamos que não precisam procurar, a “metamorfose” achou por primeiro, e está nos entregando a preciosa “peça” de bandeja.

E viva a sua sucessora. Ela foi feita à imagem de seu criador.

 

Brasília, DF, 12 de abril de 2010