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SEM LENÇO E SEM DOCUMENTO E... MUDOS

Ternuma Regional Brasília

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Com a exoneração do Gen. Santa Rosa, a título de admoestá-lo por enunciar juízo de valor sobre uma medida de reconhecidas finalidades revanchistas, haja vista os malefícios e vícios que norteiam outra Comissão, a da Anistia, que transparente na sua vilania, não consegue disfarçar sua verdadeira finalidade. Na verdade, nem tenta de tão independente, pois é sacramentada pelo desgoverno como um instrumento para homenagear terroristas e seus descendentes, e mimoseá-los com indenizações e pensões.

A Comissão da Verdade seria o prosseguimento e o aperfeiçoamento nefasto daquela. Contudo, fortalecida o suficiente pelo seu apelo de “politicamente correta”, e com o aval da “Constituinte Petista”, estará livre e desimpedida para fazer gato e sapato dos militares, e, literalmente, fazê–los lamber suas botas, pois pouco falta para tanto.

“Penso, logo existo”. Para a satisfação existencial de alguns, o simples pensar deve encher de brios e orgulho o seu grandioso ego. Tais indivíduos podem naufragar e viver numa deserta ilha e lhes bastará dialogar com as palmeiras, com os macacos, com a areia da praia, com as macegas, com os seus botões, etc.

Para outros, aquela possibilidade não será o suficiente. É provável, que sintam a necessidade de emitirem algum som, de se comunicarem, de se expressarem para externar prazer, alegria, tristeza ou mesmo insatisfações.

Ao que parece, qualquer um pode, desde que seguindo padrões de civilidade (alguns não precisam), emitir sinais, enunciar agrados e desagrados.

 Todos, inclusive as “baianas de acarajé”.

 Menos os militares. Para o gáudio do I. Gaspar.

Antes da criação do Ministério da Defesa, os Comandantes de Força, eventualmente, conforme o seu dever, pronunciavam-se em favor de suas Instituições ou de seus subordinados, emitiam alertas, postavam-se à altura de Assessores do Presidente, por deterem dimensão e responsabilidade, condições inerentes à investidura de seus cargos.

Bom, depois aquelas “prestigiadas” autoridades calaram–se, no arrepio do aparecimento de seu cabo de guerra e porta–voz, o Ministro da Defesa, e, por via das conseqüências, o nosso, um supimpa, uma ilibada flor no jardim da politicagem nacional, um político na acepção destorcida da palavra (com direito à farda de Marechal, independente de seu passado, etc.), nomeado pelo desgoverno.

Escusado falar de quantos já passaram pelo cargo de Ministro, escolhidos a dedo para debilitar, desprestigiar e, finalmente, após o preparo judicioso da desmoralização e do enfraquecimento, eis o nomeado para submeter.

Hoje, é redundante admitir que estamos sem lenço e sem documento, e sem voz, pois nem gemer podemos. Estamos órfãos?

Doravante, somos um bando de mudos, mas não cegos, nem surdos, mesmo que haja uma ordem imperial para que vendemos os olhos e tapemos os ouvidos.

 

Brasília, DF, 16 de fevereiro de 2010