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 O INFAUSTO APAGÃO

Ternuma Regional Brasília

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Inúmeras versões cercam o apagão. Se ele realmente aconteceu, por que, como, e quem, ou o que foi o seu causador?

No primeiro caso, infelizmente, a simples negativa, caiu por terra diante da grandeza do óbvio ululante. Sim, houve um apagão, taxado pelo Ministro Tarso Genro como um “micro – acidente”.

A negativa taxativa e peremptória tem sido a ferramenta para a fuga de responsabilidades. Estamos acostumados aos “eu não sei”, “eu não vi”, “eu não sei de nada”, “não era eu”, e assim por diante. Isto quando não somos atropelados pelo “é intriga da oposição”, “vil ação dos meus detratores”, e um sem fim de subterfúgios e alegações que muitos aceitam candidamente como verdadeiros, e outros, acostumados com as mazelas das autoridades, sorriem e cinicamente, fecham os olhos, como se dissessem “me engana que eu gosto” e seguem em frente, como se nada tivesse acontecido. E o pior, nada fazem.

Mas o fato, é que o apagão ocorreu.

As demais questões decorrentes, o porquê, qual foi a causa ou as causas, e quem foi ou foram os responsáveis, estas, por indigestas, mergulham no buraco do ignoto. 

Alguns alegam que foi a mão do Ente Supremo, que raios, trovões e relâmpagos, tempestades e outras intempéries foram lançados contra a terrinha (Itaipu), talvez em contrapartida (vingança seria um sentimento torpe que certamente não consta do dicionário do Supremo) pela blasfêmia de imaginarem o “seu filho”, como capaz de entabular uma negociação com o Judas Iscariotes. Esta é uma boa possibilidade.

Outros, mais céticos, chegam a imaginar a incompetência, a falta de aplicações dos recursos adequados, a ausência de meios tecnológicos disponíveis não implementados, que seriam as condicionantes que poderiam evitar o infausto. Em resumo, má gestão da “coisa pública”, transformada em poderoso cabide de empregos.

Como a hipótese divina nunca poderá ser comprovada, nem com uma CPI capitaneada pelo desgoverno, preferimos divagar sobre a 2ª possibilidade.

Seria talvez, pelo fato do atual executivo nacional, na busca do “Estado Máximo”, sob a sua gerência e do PT, é claro, estar estabelecendo o casamento perfeito entre as duas entidades permanentes, que são o Estado Nacional e a sua Administração Pública sob a égide de um Governo totalitário? Este temporário (é o que esperamos), na vigência da democracia.

Não estaria o Executivo, com super poderes, desgovernando o País, aniquilando com o Estado e, ao mesmo tempo, mobiliando a máquina pública ao seu bel prazer, entronizando incompetentes em todos os níveis dos Ministérios, e nas Autarquias, nas entidades federais e, estaduais e municipais, os seus agentes?  Isto é, os filiados ao partido do governo ou de seus aliados. Estes beneficiados pela troca de favores de interesse do Executivo pelo loteamento de cargos, como, por exemplo, o poderoso Ministério de Minas e Energia? Quem sabe.

O Ministro Lobão, dizem seus inimigos, é incapaz de trocar uma lâmpada. Daí...

Por acaso, não estamos caminhando a passos largos para o Estado Máximo? Aquele idealizado pela “democracia totalitária” e advogado pelo socialismo - marxista, que bate a nossa porta?  E onde vigora o “tudo pelo Estado, nada contra o Estado”?

O tamanho desmesurado do Estado e, em conseqüência o seu peso e o seu elevado custo para a sociedade são as marcas registradas dos regimes de esquerda, por isso, qualquer semelhança é mera coincidência. Ou não é?

 

Brasília, DF, 12 de novembro de 2009