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MAL COMPARANDO...

Ternuma Regional Brasília

Gen. Bda Refo Valmir Fonseca Azevedo Pereira

 

Em 1944, a Rússia invadiu a Hungria, expulsou os nazistas e passou a ocupar o País. A transformação da Hungria num satélite soviético ocorreu gradualmente, e o poder, a partir de 1946, passou a ser exercido, de fato, por ocupantes soviéticos.

O País fora, graciosamente, liberto do nazismo pelo Exército Vermelho e, assim, abençoado com o regime comunista.

Localizado no coração da Europa Central era mais aberto à Europa Ocidental do que os outros países do Bloco Comunista e, por isso, respirava, continuamente, os “ventos da democracia”.

Em outubro de 1956, uma rebelião popular apoiada pelo Exército reconduziu o moderado Imre Nagy, que fora destituído pelos comunistas, ao poder. O novo governo, em coalizão com forças não–comunistas, proclamou a neutralidade da Hungria, extinguiu a censura, abriu suas fronteiras e retirou o País do Pacto de Varsóvia.

Em 04 de novembro, as tropas soviéticas invadiram a Hungria e esmagaram o novo regime, matando, aproximadamente, 25 mil pessoas.

János Kadar, títere soviético, tornou–se o Premiê.

As democráticas nações ocidentais deliberaram, protestaram, ameaçaram, mas nada fizeram.

Em 2009, a República de Honduras, apesar de cercada por nações neo-esquerdistas, e sentindo os fortes “ventos do comunismo” que sopram na região, creditava-se capaz de impedir que a praga do marxismo-bolivariano, que assola as plagas da América latina fosse instalada em seu País. Seu Exército, cumprindo preceitos constitucionais e sanções determinadas pelos demais Poderes Legais, prenderam e deportaram o trêfego Zelaya.

Democrática, legal e corajosamente, os poderes constitucionais do País tiveram a petulância de anular e expurgar um insidioso inimigo, que se apresentava como um futuro ditador, acobertado pelo manto do nefando regime comuno-populista que assola a região, devida e, acintosamente, apoiado pelos demais governos de mesmo viés.

Lamentavelmente, além de atrair a indignação de “gregos e troianos”, as autoridades hondurenhas agregaram entre seus desafetos um inimigo formidável, o desgoverno petista brasileiro, cujas armas, manhas e artimanhas bem conhecemos e sentimos.

As democráticas nações não deliberaram, não protestaram, não ameaçaram e, como esperado, nada fizeram.

Honduras, cercada, perseguida e vilipendiada tem enviado desesperados pedidos de apoio para outras Galáxias. Tudo em vão. Nenhum planeta respondeu.

Quanto ao desgoverno brasileiro, futuro (?) Membro Permanente do Conselho de Segurança da ONU, empenha–se na invasão de Honduras, pelo emprego imediato das tropas da UNASUL, reforçadas com experientes membros do MST, e com o apoio estratégico-logístico da Força Nacional de Segurança.

Pobre Honduras.

Brasília, DF, 23 de setembro de 2009