Ternuma-Bsb
END, ESTRATÉGIA DA
CAPACITAÇÃO OU DA SUBORDINAÇÃO?
Ternuma Regional Brasília
Gen. Bda RI Valmir Fonseca AZEVEDO Pereira
Escoimados os delírios de potência militar, o que resta da END?
Durante décadas, a camarilha que hoje está aboletada no Poder, invariavelmente,
dia sim e no outro também, torpedeou, vigorosamente, as tentativas de
reequipamento e modernização das Forças Armadas.
Esbravejou contra a indústria Bélica Nacional que florescia. Sem dó, nem
piedade, abortou o Programa Nuclear Brasileiro. O PT ia até às últimas
conseqüências, e sempre conseguia eleger o Prefeito de Angra dos Reis, que
seguindo a cartilha do partido, infernizava a direção da Usina Nuclear de Angra.
Era um inferno de passeatas e protestos.
Aplaudiram de pé quando o "impoluto" Collor jogou a pá de terra no Programa
Nuclear Nacional.
Incansavelmente, verberaram e conseguiram aniquilar com as Indústrias de
Material de Emprego Militar (MEM). Com a campanha do desarmamento desenfreado
sepultaram as indústrias nacionais de armas leves.
Na atualidade, após reduzir à penúria o Estamento Militar, degolaram pela metade
o efetivo de cerca de 80 mil recrutas incorporados anualmente. O que por si, já
era um modesto efetivo, diante do universo de quase dois milhões de jovens em
condições de cumprir o Serviço Militar Obrigatório.
Alguém tem dúvidas de que assim, sorrateiramente, diminuem o pouco de influência
que as Forças Armadas ainda têm sobre uma parcela da sociedade?
Alguém acredita que exista alguma outra Instituição que ensine aos jovens o
Respeito, a Cidadania e o Amor à Pátria, e que cultue e professe Valores e
Virtudes? Como as Forças Armadas?
O desgoverno criou do nada, sem maiores delongas uma esdrúxula e
INCONSTITUCIONAL "Força Nacional de Segurança", sabe - se lá com que segundas ou
primeiras intenções.
Anualmente, contingencia os recursos orçamentários das Forças Armadas.
Ultimamente, inviabilizaram a Base de Alcântara, repassando quase toda a sua
antiga área para os "Magníficos Quilombolas".
Agora, de repente, o desgoverno passa a acenar às Forças Singulares com projetos
mirabolantes, que não se coadunam com as experiências do passado. Reza o bom
senso que é bom colocar as barbas de molho, e analisar quais os reais objetivos
por detrás do muro.
Não podemos esquecer que a camarilha odeia os militares até "às vascas da
morte". Este é um aspecto que não pode ser relegado facilmente.
E o vencimento dos militares, que não nos deixa mentir nem divagar?
Recordem que os encarregados das finanças (?) sempre deram um chega prá lá nas
justas pretensões dos militares (haja vista a defasagem em relação aos demais
poderes e, inclusive, em relação às Forças Estaduais). É, meus amigos, aquela
diferença contra nós foi conquistada pouco - a - pouco, fruto de um respeito e
de uma admiração que a camarilha da esquerda tem pelas Forças Armadas e pelos
seus ingênuos integrantes.
Por acaso, o verdadeiro projeto não seria o de arrasar o pouco que havia antes,
para (re) construir (?) novas instituições militares à sua feição e
subordinação?
Entre outras coisas, a END, provavelmente, sob a influência do "brasilianist"
Mangabeira Unger, adota um modelo parecido com o americano de Estrutura Militar
no seu mais alto nível, esquecendo - se de que, se o modelo serve lá, não
significa que deva ser adotado por aqui. No caso, recordo de um amigo, com vasta
experiência nos EUA, que uma vez nos afirmou o seguinte: "A enorme diferença
entre as Forças Armadas Brasileiras e as americanas é que as Forças Armadas dos
Estados Unidos existem para lutar as guerras do seu País, enquanto nós..."
Fomos vencidos é verdade, mas não precisam chutar a nossa paciência.
Nem o nosso saco...
Brasília, DF, 15 de abril de 2009