Ternuma-Bsb

 

 De Macunaíma a Homer Simpson, viva a Lei de Gerson.

Ternuma Reginal Brasília

Por Carlos Alberto Cordella

O Brasil é um país rico. Um país rico com um povo pobre. Pobre culturalmente, pobre financeiramente, pobre socialmente e pobre moralmente. Por estas bandas, a única riqueza que conta é a riqueza financeira. Em terras tupiniquins, o jabaculê fala mais alto. Jabaculê vale mais que título de doutor e por isso se tornou patrimônio da malandragem. No Brasil vigora que a lei maior é a Lei de Gerson. A lei suprema, que define todo aquele que gosta de levar vantagem em tudo.

Macunaíma foi nosso herói inspirador. O grande herói sem nenhum caráter. Há quem sustente que lutou contra a ditadura militar. Deve ganhar estátua na Praça XV, ao lado do cabo almirante negro. Mais um que vai servir de puleiro para pombo defecar.

No Brasil, o malandro é astuto, esperto, sabe dar um jeitinho em tudo e aprende, desde cedo, que só se enriquece a margem das formas legais.

Ser honesto e ético no Brasil é sinônimo de otário. Aqui é terra de Macunaíma, onde só vale a Lei de Gerson.

E foi com base em Macunaíma e na Lei de Gerson que o povo pobre deste país rico, colocou na Presidência da República um ser patético.

Lula é cria dessa malandragem. A malandragem que só se aprende nas rodas de botequim. Entre um gole e outro, as discussões vão ficando mais acaloradas. Lá, no botequim, discute-se de tudo, do uso do transgênico ao papel higiênico. E foi nessa universidade da vida que Lula foi graduado com méritos.

Lula e os petralhas redefiniram Macunaíma, criando Homer Simpson. E Lula encarnou Homer Simpson.

Homer Simpson, apesar de não ser brasileiro, antropologicamente falando, tem tudo a ver com nosso presidente.

Não há no mundo, protagonista político, tão próximo da estupidez e ao mesmo tempo tão carismático como Lula. Esse barbudo, mais pra gordo do que pra magro, com olhar aparvalhado estampando a ressaca do dia seguinte, é um inútil bem sucedido, com um inigualável toque de humor nada refinado e sutil. Lula é burlesco, um apedeuta metido a sábio. Lula sabe de tudo, da simples tabuada ao estudo aprofundado da física quântica. Lula é capaz de dar nó em pingo d’água. A característica marcante de Lula é o fato dele nunca fazer, saber ou ouvir nada. Lula não precisa fazer esforço nenhum para tentar explicar a diferença diametralmente oposta entre seu discurso e os atos de seu governo e, ainda assim, estar sempre bem na foto. Lula com certeza faria inveja a Macunaíma e enche de orgulho Homer Simpson.

Lula, com sua esmerada verborréia faz levantar platéias de intelectuais, da mesma forma que leva ao delírio o assíduo povão que frequenta seus comícios.

E nesse vendaval de insanidade coletiva, nessa orgia populista do politicamente correto é que nossas Instituições vão agregando valores cada vez menos éticos.

Foi assim que o malandro se aproximou da contravenção, e descobriu sua verdadeira vocação na política. Os três poderes da República são grandes e bem frequentados botequins. Lá, malandro atende por Vossa Excelência.

A Lei de Gerson funciona como mais um elemento de definição da identidade nacional e o símbolo mais explícito da nossa ética ou falta de ética. Como nas rodas de botequim em que o malandro consegue quase tudo com muita conversa fiada.

Como na letra da música:

Pega ladrão! No governo!

Pega ladrão! No senado!

Pega ladrão! Na câmara dos deputados!

Pega ladrão! No palanque!

Pega ladrão! No tribunal!

É por causa desses caras que tem gente com fome, que tem gente matando, etc e tal.
Pega ladrão!

A miséria só existe porque tem corrupção.

Pega ladrão!

Tira do poder!

Bota na prisão!