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  BRASIL SEC XX - DA PERIFERIA A POTÊNCIA EMERGENTE - 1

Ternuma Regional Brasília

Agnaldo Del Nero Augusto - General de Divisão Reformado

Versão sintética de um período importante da história do país, destinada aos jovens, impregnados pela Mitologia Histórica, criada pelos comunistas, em substituição à Memória Nacional por eles deturpada.

No início e meados do século XX, nosso País teve que enfrentar muitas dificuldades para manter a democracia e para vencer as barreiras que se opunham ao seu desenvolvimento, a fim de tirá-lo da posição marginal que vinha ocupando na história e torná-lo – ao contrário do que parecia ser o destino dos países periféricos – um país viável. Se refletirmos sobre essa proposição, constataremos que se trata de uma tarefa gigantesca.
Poucos são os que, pela própria idade, conheceram ou imaginam quão atrasado era nosso país nessa época. Por exemplo, uma ligação telefônica entre Pirassununga, no interior paulista e São Paulo, capital do Estado mais avançado, demorava de 4 a 6 horas, quando se completava. Por quê?
A maioria das cidades tinha sua própria companhia telefônica que geria uma central para atender parte dos seus habitantes. Normalmente, não se ligava lateralmente. Em direção à capital havia uma coordenação e as ligações se faziam de cidade a cidade até alcançar a capital. Os postes de sustentação dessas linhas eram usualmente varas de eucalipto, mas havia até cidade em que eram de bambu-açu. Em um e outro caso, uma ventania mais forte derrubava parte desses suportes e a ligação era interrompida por alguns dias e até semanas, dependendo da presteza e capacidade das prefeituras
Problema semelhante ocorria em uma viagem nesse mesmo trecho, de cerca de 200 km, de ônibus ou automóvel. Levava-se de 5 a 6 horas, quando se chegava. Por quê ? As estradas, no centro do Estado de São Paulo, ainda nos anos 50/60, eram de terra. Não é preciso explicar mais nada, mas é possível imaginar o que ocorria no restante do país.
Nossa infra-estrutura era precaríssima. Uma marcha carnavalesca complementava essa visão deplorável. Referia-se à capital do país. Seu título: Rio de Janeiro cidade que seduz e seu estribilho: de dia falta água, de noite falta luz, retratava uma realidade insofismável.
Na área social a deficiência ficava, no mínimo, no mesmo plano.
Vejamos uma área da maior importância, a educacional. Em 1963, o Brasil aplicava somente 2,1% do PIB em educação. A escolarização obrigatória alcançava apenas as crianças de 7 a 10 anos de idade, ou seja, um período de 4 anos, que só era igual a de três países africanos.
Tínhamos 132 universitários para cada bloco de 100 mil habitantes, enquanto a Argentina já tinha mais de 700 e o Chile e o Uruguai mais de 600.
Das 135 mil escolas primárias, 70% eram de uma sala só, com um só professor lecionando para todas as séries. De cada mil crianças que iniciavam o curso primário, menos da metade chegava à 2a série. O contingente de analfabetos era assustador. No senso escolar de 1970, o primeiro do gênero realizado no país, apurou-se que 32% da população, correspondente a cerca de 30 milhões de brasileiros, eram analfabetos.
Da oferta de ensino secundário, 74% provinham das escolas particulares, negando-se, pois, ao pobre o acesso ao ginásio. Não havia cotas, nem diferença de cor: preto, índio, ou branco, sem dinheiro não tinha como estudar, a carência era total. Não havia nem mesmo essas diferenças de cor e raça, que atualmente esforça-se a acirrar. Nas poucas escolas públicas tinha-se que enfrentar o exame de admissão ao ginásio, um primeiro funil.
O homem do campo, ainda a maioria da população, não tinha nenhum apoio do governo. Não tinha apoio de saúde, educação e previdência. Não tinha aposentadoria, pensão, então, nem pensar. O idoso vivia da caridade da igreja ou de parentes, ou ia para as ruas pedir esmola para sobreviver. Algo parecido acontecia com os empregados domésticos e outras categorias profissionais que não contavam com previdência.
A mudança dessa situação era uma aspiração permanente. Podemos percebê-la nitidamente no Tenentismo. Este foi um movimento que surgiu nos anos vinte entre a jovem oficialidade militar. Considerava a corrupção o vício fundamental do regime. Agitava a vida nacional com a pregação do voto secreto, para moralização das eleições fraudulentas que permitiam a manutenção das oligarquias e seus privilégios. Para diminuir o poder dessas, pretendia uma maior centralização do poder no governo federal. Propugnava pela regeneração nacional e pela modernização. Defendia mudanças radicais na Administração e no nível de consciência nacional.
O desejo de desenvolvimento explica-se, por serem os recursos proporcionados pelo crescimento econômico, que custeiam e permitem aprimorar os maiores benefícios sociais – os programas habitacionais e os serviços públicos de saúde, as aposentadorias e pensões; o auxílio contra o desemprego, o ensino básico gratuito e as bolsas educacionais, a reciclagem profissional, o planejamento urbano etc. Nada disso se mantém a contento e muito menos se melhora sem os recursos carreados pela vitalidade econômica, inclusive a manutenção das vagas de trabalho já existentes e a criação de emprego ao enorme contingente de jovens que ingressa anualmente no mercado de trabalho.Enfim, é o desenvolvimento, que permite aos países bem sucedidos assegurar o que se convencionou chamar os direitos fundamentais: ao trabalho, à educação, à saúde, à previdência.
Por que tivemos que lutar para manter a democracia e a liberdade é o que procuraremos responder no próximo artigo

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DA PERIFERIA A POTÊNCIA EMERGENTE

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Agnaldo Del Nero Augusto – General de Divisão Reformado

Concluímos o artigo anterior, indagando por que tivemos que lutar para manter a democracia e a liberdade.

O século XX viu surgirem dois regimes: o comunismo e o nazi-fascismo que, apregoando ter a fórmula para se chegar a uma sociedade perfeita, nascidos, pois, como esperança, transformaram-se na infelicidade do século. Tirânicos e expansionistas tornaram-se poderosos desafios à Democracia e às liberdades individuais, na verdade, os mais bárbaros totalitarismos surgidos na história até então. Seus idealizadores introduziram a idéia que o pior regime deveria desaparecer em proveito do melhor, estando implícito que este último seria o deles. Isso lhes conferia o direito - e até o dever histórico, de aniquilar todos os outros e de proceder a uniformização política do Mundo. Sob o pretexto de promoverem a justiça social, veicularam e praticaram, cada um a seu modo, o ódio racial e o ódio de classes.

Ambos fizeram amplo uso da propaganda. A utilização de operações psicológicas sempre existiu ao longo da história, mas de forma episódica e assistemática. O Cap 7 do livro dos Juízes revela o emprego de estratagema psicológico por Gedeão, em 1245 a.c, para causar o pânico no inimigo. Somente no século passado, por iniciativa desses totalitarismos, métodos científicos foram desenvolvidos visando ao estudo e aplicação da guerra psicológica. Beneficiaram-se dos avanços da psicologia, o que proporcionou à arma psicológica uma posição de destaque nos seus arsenais. Dela fizeram uso intenso e sistemático, na guerra e na paz.

Em 1917, após tomar o poder por meio de um “putsch”, os bolchevistas, valendo-se da propaganda, criaram a imagem do “Eldorado Comunista”, descrito como o “reino de Deus na terra e o caminho mais curto para o desenvolvimento e a justiça social” Essa imagem foi orquestrada mundo a fora e mesmo não exprimindo a realidade, despertou, no mínimo, a curiosidade e o interesse sobre esse ‘maravilhoso’ regime. Quem de sã consciência não deseja desenvolvimento e justiça social? Ademais, Max vaticinara que o comunismo substituiria o capitalismo como este substituíra o feudalismo. Por simples que possa parecer, esse embricamento de épocas históricas sucessivas é, segundo o historiador François Furet, “o suporte essencial da crença no comunismo”. A difusão da inevitabilidade histórica de sua vitória foi um dos fatores de sua impulsão, que, segundo Furet, “servia de religião aos que não tem religião”. Foi mais um motivo de sua atração e expansão pois fazia crer na inevitável vitória do Comunismo. Esta idéia foi igualmente orquestrada. O bicho homem gosta de ficar no lado vencedor. Isto é constatável inclusive nas crianças, quando vão fazer a opção do time de futebol para o qual vão torcer. É só prestar atenção. Quando chega a hora de fazer essa escolha, vão escolher um time que está em fase vencedora. Esse desejo de estar do lado vencedor é mais forte do que a ‘chantagem’ de país e avós que os levam aos estádios e os presenteiam com camisas do time de seus corações. Se assim não fosse, em uma família todo mundo torceria para o mesmo time e não é o que normalmente acontece. É um problema psicológico e razão das demonstrações de força utilizadas nas fases finais da Guerra Revolucionária, cuja finalidade é mostrar que têm um grande apoio, são mais fortes e, por isso serão vencedores. Parece uma bobagem, mas atrai as pessoas, tanto mais quanto mais desinformadas e mais ignorantes forem.

Em março de 1919, Lenin funda a III Internacional que ficou conhecida como Internacional Comunista – IC, ou Komintern. Sua finalidade era unificar e coordenar o processo revolucionário mundial, iniciando o trabalho de implantação de Partidos Comunistas mundo a fora, orientá-los e apoiá-los na tomada do poder. Lenin disse: “a Rússia assumirá imediatamente a pesada tarefa de levar a revolução a todo o globo, conduzindo a humanidade para o comunismo”.

A IC impôs 21 condições aos PC para o ingresso na organização. Destacamos algumas dessas condições: renunciar ao pacifismo social; realizar atividades legais e ilegais; concorrer para a derrubada revolucionária das estruturas vigentes; subordinar os interesses nacionais aos da revolução mundial; adotar sigla e nome estabelecidos pela IC. A análise dessas condições permitem concluir que, ao fim e ao cabo, os PC deveriam subordinar-se ao PCUS, vale dizer à própria URSS, com a qual se confundia.

Em 1922 foi fundado no Brasil o Partido Comunista que, atendendo à imposição da IC, foi denominado Partido Comunista – Seção Brasileira da IC (PC- SBIC). No relato dessa reunião histórica, omitiram a presença de representante da IC e de um membro do PC uruguaio. A omissão, o ocultamento de um fato, é uma forma que a mentira pode tomar. Começavam, pois, desde o início, a mentir, a tentar camuflar a submissão à IC, vale dizer ao PCUS, à própria União Soviética.

Nessa reunião, discutiram e aprovaram as 21 condições para o ingresso na organização, cantaram o hino da Internacional e criaram o Comitê de Socorro aos flagelados Russos, para auxiliar os milhões de agricultores que morriam de fome, em razão das exageradas requisições de parte de suas colheitas, impostas pelo novo regime, para angariar recursos destinados à industrialização do país. Antes que tivessem tempo de proceder a coletivização, que era o propósito dos bolchevistas, com a fixação de cotas aleatórias da produção, o que sobrava mal dava para a sobrevivência dos agricultores, que, por sua vez, diminuíram a semeadura, porque sabiam que o que não consumissem de imediato lhes seria requisitado.

Da intranqüilidade à insatisfação os camponeses passaram às rebeliões para garantir a própria sobrevivência. No início de 1921, as revoltas camponesas incendiaram várias regiões. A situação tornara-se explosiva, a fome ameaçava essas regiões ricas, mas impiedosamente pilhadas. Os camponeses famintos atacavam os galpões onde eram estocados os grãos requisitados e as tropas atiravam sobre a multidão faminta e raivosa.

Todas as reservas, inclusive as sementes para futura semeadura foram tomadas. Os camponeses não tinham o que comer. A mortandade começara e só aumentava a cada dia. Diante da sangria do campo, onde milhões de pessoas passavam fome, setores da Sociedade Moscovita de Agricultura constituíram o Comitê Social de Luta Contra a Fome.

A fome estava vencendo a revolta no campo. Lênin via nela um aspecto favorável. Ela serviria de pretexto para lançar uma grande operação política contra a Igreja. Na orientação a seus companheiros Lênin escreveu: “A fome podia e devia servir para dar um golpe mortal na cabeça do inimigo. Com todas essas pessoas famintas que se alimentam de carne humana, com todas as estradas cheias de centenas de milhares de cadáveres, é agora, e somente agora, o momento em que podemos ( e por conseguinte, devemos) confiscar os bens da Igreja. É precisamente agora e somente agora que a imensa maioria das massas camponesas pode nos apoiar” [...] ( Livro Negro do Comunismo Pg 151).

Naturalmente, dominando a técnica psicológica de indução, iriam fazer os camponeses crerem que esse confisco serviria para minorar o sofrimento porque estavam passando. O confisco aos bens da igreja foi feito e muitos padres, freiras e religiosos que reagiram à pilhagem foram presos ou mortos também.
O slogan da revolução bolchevista era Pão, Paz e Terra. Na continuação veremos como essas promessas acabaram para os camponeses soviéticos.

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DA PERIFERIA A POTÊNCIA EMERGENTE
Agnaldo Del Nero Augusto – General de Divisão Reformado
A exortação de Lênin a seus companheiros, induzindo operação política contra a Igreja, com o confisco de seus bens, justificando sua oportunidade com o sofrimento atroz por que passavam os agricultores, levando-os ao canibalismo, parece inacreditável. Todavia, como se dirigia a pessoas que viviam aquela situação, sua argumentação devia ser provavelmente próxima da verdade. No decorrer de todo o ano de 1920, a situação se degradou sem cessar Em seus relatórios internos, a Tcheca, o Comissariado do Povo para a Agricultura e o Comissariado do Povo para o Abastecimento, perfeitamente conscientes da situação, faziam, desde o verão de 1920, uma lista de províncias e de distritos “famintos” ou “à beira da miséria”.

Ainda que perfeitamente informados das conseqüências inelutáveis de sua política de requisições, o governo não tomou nenhuma medida para atenuar a situação. Mesmo quando a fome começou a ganhar um número cada vez maior de regiões, Lênin e Molotov enviaram em julho de 1921, um telegrama a todos os dirigentes de comitês regionais do Partido, pedindo-lhes para “reforçarem os serviços de coleta [...] e para desenvolverem uma intensa propaganda junto à população rural, explicando a importância econômica e política do pagamento pontual e total dos impostos [...] e para que pusessem à disposição das agências de coleta do imposto em espécies toda a autoridade do Partido e a totalidade do poder de repressão do aparelho de Estado.

Diante da insensibilidade das autoridades que prosseguiam a todo custo com sua política de sangria do campo, o Comitê de Luta Contra a Fome, que contava com os eminentes economistas Kondraitiev e Prokopovitch, escritores, médicos e agrônomos conhecidos internacionalmente e a jornalista Ekaterina Kuskova, esta próxima de Máximo Gorki, bem aceito nos meios bolcheviques e com o auxílio de Gorki, conseguiram convencer um bom número de dirigentes de que eles poderiam ser úteis. Tinham numerosos conhecidos no Ocidente e poderiam servir de garantia para a justa distribuição de uma eventual ajuda internacional aos famintos. Estavam prontos a dar o seu aval, mas exigiam que fosse concedido um estatuto oficial ao Comitê de ajuda aos famintos.

Em julho de 1921, o governo bolchevique decidiu, não sem alguma hesitação, legitimar o Comitê social que passou a ser chamado Comitê Panrusso de Ajuda aos Famintos. Ao Comitê foi conferido o emblema da Cruz Vermelha. Ele teve o direito de procurar, na Rússia e no exterior, víveres, forragem e medicamentos; de partir em socorro da população carente; de fazer uso de transportes especiais para encaminhar suas entregas; de organizar sopas populares; de criar seções e comitês locais; de “comunicar-se livremente com os organismos e procuradores designados no exterior, e mesmo de “debater as medidas tomadas pelas autoridades que, em sua opinião, diziam respeito à questão da luta contra a fome”. Em nenhum momento da história soviética, uma organização social havia sido contemplada com tais direitos. Essas concessões dão a medida da gravidade da situação.

O primeiro contato do Comitê foi com o chefe da Igreja Ortodoxa, o patriarca Tikhon, que logo criou o Comitê Eclesiástico Panrusso de Ajuda aos Famintos. Ainda em julho, o patriarca fez com que uma carta pastoral fosse lida em todas as igrejas: “A carniça tornou-se uma iguaria no cardápio da população faminta, e mesmo essa iguaria não é fácil de encontrar. Choro e gemidos são ouvidos por toda parte. Já se chegou ao canibalismo [...] Estenda uma mão caridosa a seus irmãos e irmãs! Com a permissão dos fiéis, você pode utilizar o tesouro das igrejas que não tenham valor do sacramento para socorrer os famintos {...] “. Essa carta pastoral ratifica a narração de Lênin sobre a aflitiva situação.

Após conseguir a ajuda da Igreja, o Comitê Panrusso entrou em contato com diversas instituições internacionais, entre elas a Cruz Vermelha, os Quaker e a American Relief Association (ARA), sendo que todas as organizações contatadas responderam positivamente. A ARA era a Administração de Ajuda Humanitária, organizada no governo de Herbert Hoover.

Para Lênin, assim que os americanos enviaram seus primeiros trens de provisões o Comitê já havia cumprido seu papel. “Proponho, hoje mesmo, sexta-feira, 26 de agosto, a dissolução do Comitê [...] Prender Prokopovitch por propostas sediciosas [...] e mantê-lo três meses na prisão. Expulsar imediatamente de Moscou todos os membros do Comitê, colocá-los em prisão domiciliar nas capitais dos distritos, separados uns dos outros [...] Publicaremos amanhã um breve e seco comunicado governamental, de cinco linhas. Comitê dissolvido por recusar-se a trabalhar. Dar aos jornais a diretiva de começar, a partir de amanhã, a cobrir de injurias as pessoas do Comitê. Filhinhos-de-papai, guardas brancos, mais dispostos a passear no exterior do que ir às províncias, ridicularizá-los por todos os meios e difamá-los pelo menos uma vez por semana durante dois meses.

Seguindo essas instruções ao pé da letra, a imprensa atacou raivosamente os 60 intelectuais de renome que faziam parte do Comitê. O Livro Negro do Comunismo transcreve os sugestivos títulos dos artigos publicados no Pravda, no Izvestia e outros jornais com o objetivo desejado (LN 151) Não há necessidade de qualquer esforço mental para a avaliação da brutalidade com que a propaganda comunista se joga contra os opositores ou seus pretensos opositores que pretendem desmoralizar. Esta técnica de esfrangalhar reputações é conhecida e seria freqüentemente utilizada pelos comunistas e muitos políticos, da mais alta hierarquia política mundial, seriam atingidos por tais métodos.

A uma pessoa que tentava interceder em favor dos membros do Comitê que foram detidos e deportados, um dos adjuntos da Tcheka declarou; “Vocês dizem que o Comitê não cometeu nenhum ato desleal. É verdade. Mas ele surgiu como um pólo atrativo para a sociedade. E isso nós não podemos admitir. Sabe, quando colocamos um ramo ainda sem brotos num copo d ‘água, ele logo começa a germinar. Do mesmo modo, o Comitê começou a estender suas ramificações na coletividade social [...] foi preciso tirar o ramo d’água e esmagá-lo”.

No alto da fome – que atingiu o seu apogeu, no verão de 1922, cerca de 30 milhões de pessoas, apesar da mobilização internacional, em 1921- 1922, -- pelo menos 5 milhões morreram de fome,ou lutando para escapar dela.

Hoover foi muito criticado por esse auxílio dado aos bolcheviques. É que o Ocidente já começara a tomar conhecimento do Terror Vermelho. Todavia, passado quase um século, muitas pessoas desconhecem o que foi essa tragédia humana. É o que pretendemos expor no próximo artigo, para que não permaneça como se fosse irreal, existente apenas no domínio das idéias.
 

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A Guerra Civil na Rússia é geralmente analisada como um conflito entre os Vermelhos (bolcheviques) e os Brancos (monarquistas). Na realidade, além dos confrontos militares entre os dois exércitos, mais importante foi o que se passou atrás dessas linhas de frente em incessante movimento. Essa dimensão da guerra civil é conhecida como “fronte interior”. Ela se caracteriza por uma repressão multiforme exercida pelos poderes estabelecidos, branco ou vermelho. A política de terror bolchevique foi sistemática, mais organizada, pensada e posta em prática como tal muito antes da guerra civil, teorizada contra grupos inteiros da sociedade – sendo sua repressão muito maior e mais frequente contra: os militantes políticos dos partidos e grupos de oposição; contra os trabalhadores em greve por alguma reivindicação; contra os desertores que fugiam da convocação militar ou de sua unidade, ou simplesmente contra os cidadãos pertencentes a uma classe social suspeita ou ‘hostil’. Uma das primeiras incursões armadas da Polícia Política bolchevique foi o ataque aos anarquistas de Moscou, em abril de 1918, com dezenas de pessoas executadas de imediato.
Foi apropriadamente designada como “Guerra Suja” no Livro Negro do Comunismo, que lhe dedica dois itens: o 3. O Terror Vermelho e o 4. A Guerra Suja (Pg 90/102)
O novo poder tinha três faces:
- uma fachada, “o poder dos sovietes”;
- um governo legal, o Conselho dos Comissários do Povo;
- uma organização revolucionária, o Comitê Militar Revolucionário de Petrogrado (CMRP), a estrutura operacional central do dispositivo de tomada do poder.
Feliks Dzerjinski, que desempenhou papel decisivo no CMRP, seria o dirigente da Comissão Panrussa Extraordinária de Luta Contra a Contra-Revolução, que entraria para a história com as iniciais Vetcheka, ou simplesmente Tcheka, a polícia política bolchevique, o braço armado da Ditadura do Proletariado e que, posteriormente, abarcaria as funções do CMRP.
No verão de 1918 surgiram dezenas de revoltas e insurreições, as mais freqüentes devidas a comunidades camponesas que se recusavam a cumprir as exageradas requisições de suas colheitas, cujo resultado já abordamos no 30 artigo que, cronologicamente, deveria vir após este.
Em 9 de agosto de 1918 Lênin telegrafou ao presidente do Comitê Executivo do Soviete de Nijni-Novgorod, que acabara de informar sobre incidentes implicando camponeses protestando contra as requisições: “É preciso formar imediatamente uma ‘troika’ ditatorial (composta por você e [...]), introduzindo imediatamente o terror de massa, fuzilar ou deportar as centenas de prostitutas que dão de beber aos soldados, todos os ex-oficiais etc. Não há um minuto a perder [...] É necessário agir com decisão: prática em massa de buscas; execução por porte de arma; deportação em massa de mencheviques e outros elementos suspeitos. No dia seguinte Lênin enviou telegrama ao Comitê Executivo do Soviete de Penza: Camaradas! O levante kulak nos cinco distritos de sua região deve ser esmagado sem piedade. Os interesses de toda a revolução o exigem. É necessário dar o exemplo:
1)Enforcar (e digo enforcar de modo que todos possam ver) não menos de 100 kulaks, ricos e notórios bebedores de sangue. 2) Publicar seus nomes 3) Apoderar-se de todos os seus grãos [...] Façam isso de maneira que a cem léguas em torno as pessoas vejam, tremam, compreendam e digam: eles matam e continuarão a matar[...] Telegrafem em resposta dizendo que vocês receberam e executaram exatamente estas instruções. Seu Lênin.
Nesse mesmo dia, em outro telegrama a esse mesmo Comitê pedia que fossem “aprisionados os padres e outros elementos duvidosos num campo de concentração”. Os campos de concentração eram campos de internação onde deveriam ser encarcerados, através de uma simples medida administrativa e sem qualquer julgamento, os elementos duvidosos. Entre os ‘elementos duvidosos’ a serem preventivamente aprisionados figuravam, em primeiro lugar, os responsáveis políticos, ainda em liberdade, dos partidos de oposição.
Em poucos dias, essas manifestações foram ferozmente reprimidas pelos destacamentos mais confiáveis do Exército Vermelho ou da Tcheka. Apenas a cidade de Yaroslav, onde os destacamentos de Savinkov (dirigente socialista-revolucionário) haviam deposto o poder bolchevique local, resistiu cerca de 15 dias. Após a queda da cidade, Dzerjinki enviou a Yaroslav uma ‘comissão especial de investigação’, que, em cinco dias, de 24 a 28 de julho de 1918, executou 428 pessoas.
Durante o mês de agosto de 1918, ou seja, antes do desencadeamento “oficial” do Terror Vermelho de 3 de setembro, os dirigentes bolcheviques, com Lênin e Dzerjinski à frente, enviaram dezenas de mensagens aos representantes locais da Tcheka e do Partido, pedindo-lhes que “tomassem medidas profiláticas para a prevenção de toda tentativa de insurreição “. Entre essas medidas explicava Dzerjinski, “as mais eficazes são a tomada de reféns entre os burgueses, a partir das listas que vocês estabeleceram para as contribuições excepcionais exigidas dos burgueses [...] a detenção e o encarceramento de todos os reféns e suspeitos em campos de concentração”.
Dia 8 de agosto, Lênin pediu a Tsuriupa, Comissário do povo para o Abastecimento, que redigisse um decreto segundo o qual “em cada distrito produtor de cereais, 25 reféns, escolhidos entre os habitantes mais abastados, pagarão com suas vidas pela não realização do plano de requisição.
Em 30 de agosto houve dois atentados, um deles dirigido contra Lênin. Este último atribuído a Fanny Kaplan, uma militante próxima dos meios anarquistas. Detida, foi executada, sem julgamento, três dias depois do fato.
Artigos publicados na imprensa e declarações oficiais estimulavam o crescimento do terror: “Trabalhadores”, escrevia o Pravda de 31 de agosto, “é chegada a hora de aniquilar a burguesia [...] As cidades devem ser impecavelmente limpas de toda putrefação burguesa. Todos que representarem qualquer perigo para a causa revolucionária, exterminados [...] O hino da classe operária será um canto de ódio e de vingança”.
No mesmo dia, Dzerjinski, redigiu uma "Convocação à classe operária” com o seguinte espírito: “ Que a classe operária esmague, através do terror de massa, a hidra da contra-revolução! Que inimigos da classe operária saibam que todo indivíduo detido com a posse de uma arma será executado, que todo indivíduo que ouse fazer a menor propaganda contra o regime soviético será encarcerado num campo de concentração”. Havia outro tipo de campo de concentração, o de trabalho coercitivo, onde eram internados aqueles que haviam sido condenados por um Tribunal revolucionário e que seriam utilizados como mão de obra escrava pela Rússia. As pessoas passaram a cumprir penas não pelo que fizessem, mas, particularmente, pelo que fossem.
Trotski, Comissário do povo para a Guerra, dirigindo-se aos delegados do Comitê Central dos Sovietes, previu: “Em menos de um mês, o terror, do mesmo modo que ocorreu durante a Grande Revolução francesa, vai ganhar formas bastante violentas. Não será mais somente a prisão, mas a guilhotina – essa notável invenção da Grande Revolução francesa que tem como a maior vantagem reconhecida a de encurtar o homem em uma cabeça – que estará pronta para os nossos inimigos”.
Em novembro foi criada uma Comissão para o Abastecimento, cuja primeira proclamação acusava as “classes ricas que se aproveitavam da miséria” e afirmava: “É chegada à hora de requisitar todo o excedente dos ricos, e também, por que não? seus bens”. A Comissão para o Abastecimento decidiu enviar, imediatamente, destacamentos especiais às províncias produtoras de cereais, “afim de obter os produtos de primeira necessidade”. Essa medida tomada por uma comissão do CMRP prefigurava a política de requisição que seria praticada durante cerca de três anos e a razão dos confrontos entre o novo poder e os camponeses, com a consequente geração de violência e terror.
Os poucos episódios narrados neste artigo não cobrem o terror que vinha gerando os procedimentos engendrados pelos bolchevistas para alcançar o poder absoluto, que buscavam, além de resguardar a revolução. Nem era nosso objetivo e pretensão fazê-lo no curto espaço de um artigo. Todavia, no próximo, exporemos dois episódios significativos, que permitem complementar a percepção desse terror e dos mecanismos de controle empregados pelos bolchevistas.

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DA PERIFERIA A POTÊNCIA EMERGENTE

Apesar das revoltas camponesas contra o regime czarista terem sido fator que muito facilitou a tomada do poder pelos bolcheviques e estes terem em seus slogans revolucionários prometido paz e terra aos camponeses, vários foram os confrontos após a tomada do poder.
Entre os diversos episódios dessa luta, a decossaquização - ou seja, a eliminação de todo grupo social dos cossacos – ocupa uma posição particular, por ter sido a primeira em que o novo regime tomou medidas visando a deportar, eliminar a totalidade da população de um determinado território.
Cossaco é palavra de origem turca e significa “homem livre”. Eram ardorosos crentes cristãos ortodoxos. Nômades, acabaram fixando-se na região do Don e do Kuban, ao sul da Rússia. Exímios cavaleiros, durante o Antigo Regime, constituíram-se em guardiões dos confins do Império Czarista, tendo, inclusive, participado de sua expansão. O “estatuto cossaco” os distinguia dos outros camponeses russos. Em troca do serviço militar até a idade de 36 anos recebiam 30 hectares de terra e a faculdade de se armarem.
Os generais czaristas depositavam enorme esperança nos cossacos do Don e do Kuban, pelos seus antigos vínculos com o regime. Seus adversários, pela mesma razão, consideravam-nos simples bandoleiros.
Desejando, antes de tudo, salvar o seu estatuto e sua independência, evitaram tomar partido no confronto entre vermelhos e brancos. Todavia, grupos cossacos, inquietos diante das declarações bolcheviques culpando todos os kulaks, incluindo-os nessa categoria de camponeses, juntaram- se às forças antibolcheviques.
Pode-se falar em guerra civil a respeito das escaramuças ocorridas no sul da Rússia. O surpreendente é o contraste entre os exíguos efetivos engajados e a violência inaudita da repressão exercida pelos bolcheviques. Comissão instituída pelo general Denikin, comandante das forças armadas do sul da Rússia, esforçou-se no recenseamento das atrocidades cometidas pelos bolcheviques na Ucrânia, no Kuban, região do Don e na Criméia. Os seus arquivos, transferidos para Moscou em 1945, estão agora disponíveis, depois de ficarem fechados durante muito tempo.
Os testemunhos recolhidos por essa comissão – que constituem a principal fonte do livro do historiador social-revolucionário Sergei P. Melgunov, “O Terror Vermelho na Rússia”, dão conta das atrocidades perpetradas pelos bolcheviques a partir de 1918. Narra os principais massacres de detentos, reféns e civis comuns executados em massa, quase sempre “por pertencerem a uma determinada classe”.
No primeiro trimestre de 1919, os destacamentos bolcheviques já haviam executado mais de 8 (oito) mil cossacos. Diante dessa torrente repressiva, os cossacos não tiveram alternativa a não ser se rebelarem.
Esses massacres se inscreviam na continuidade da lógica do Terror Vermelho. Encontrando-se do lado dos vencidos, os cossacos foram a ele submetidos.
Um dos métodos mais rápidos de decossaquização era a destruição dos burgos cossacos e a deportação de todos os sobreviventes. Os arquivos de Sergo Ordjonikidze, um dos principais dirigentes bolcheviques, na época presidente do Comitê Revolucionário do Cáucaso Norte, conservam os documentos de uma dessas operações. Sergo ordenou:
“ 1. Queimar inteiramente o burgo de Kalinoskaia;
2. Esvaziar de todos os habitantes os burgos de Ermolovskaia, Romanovskaia, Samachinskaia e Mikhhailovskaia; as casas e as terras pertencentes aos habitantes serão distribuídas entre os camponeses pobres.
3. Embarcar em vagões de trem toda população masculina de 18 a 50 anos e deportá-los em direção ao norte, onde farão trabalhos forçados de natureza pesada;
4. Expulsar mulheres, crianças e idosos, deixando-lhes, porém, a autorização para que se reinstalem em outros lugares mais ao norte;
5. Apreender todo o gado e todos os bens dos habitantes dos burgos”.
Os cossacos das regiões do Don e do Kuban pagaram um pesado tributo por terem feito oposição aos bolchevistas. Segundo as estimativas mais superficiais, para uma população que não ultrapassava os três milhões de pessoas, entre 300 e 500 mil cossacos e seus familiares foram mortos ou deportados até 1920. (LN 127)

COLETIVIZAÇÃO FORÇADA E DESKULAKIZAÇÃO
Não tendo obtido o resultado desejado com as requisições de alimentos, pelo contrário, provocando uma grande fome que levou à morte milhares de camponeses e suas famílias, os bolcheviques, depois da Guerra civil, já melhor organizados, partiram para a consecução do objetivo original a coletivização na agricultura, uma forma mais eficaz de recolher o tributo em espécie, para obter os recursos a serem empregados na industrialização do país.
Esta foi uma verdadeira guerra declarada pelo Estado soviético contra uma nação de pequenos produtores. Os kulaks reagiram a essa coletivização forçada. Eram produtores independentes que possuíam pequenas propriedades. Como proprietários, não eram admitidos pelos bolcheviques que, visando a indispô-los com o restante da população, os apodavam “burgueses do campo”.
Em dezembro de 1929, Stalin já havia anunciado a passagem da limitação das tendências produtoras à liquidação dos kulaks enquanto classe. Uma comissão do Politburo fora encarregada de definir as medidas práticas dessa liquidação. Coordenadas em cada distrito por uma troika, as operações foram conduzidas in loco por comissões e brigadas de deskulakização. As instruções eram claras: coletivizar o maior número possível de unidades produtoras e prender os recalcitrantes etiquetados como kulaks.
Tais práticas naturalmente abriam caminho para todos os abusos e ajustes de contas. Como observa um relatório da GPU (primeira substituta da Tcheka- esclarecimento do autor) vindo da província de Smolensk, “os deskulakizadores retiravam as roupas de inverno e as roupas de baixo para frio dos camponeses abastados, apoderando-se em primeiro lugar dos sapatos. Eles deixavam os kulaks de ceroulas e lhes pegavam tudo, incluindo os velhos sapatos de borracha, as roupas de mulheres, seus atiçadores de fogo, seus cântaros. Enfim, as propriedades dos camponeses deskulakizados foram com freqüência simplesmente saqueadas.
Camponeses eram presos e deportados alguns, por terem vendido grãos ao mercado, outros por possuírem dois samovares, outros ainda, por terem, matado um porco “com o objetivo de consumi-lo e de subtraí-lo, desse modo, à apropriação socialista. Os kulaks estavam empobrecidos, arcando com os impostos cada vez mais pesados.
Não demorou e as comunidades dos povoados começaram a se reunir revoltadas com a pilhagem, contra os “deskulakizadores” e os “coletivizadores”. No início de 1930 o GPU recenseou 402 “revoltas e manifestações” que cresceram para mais de mil em fevereiro e mais de 6.000 em março. Essa resistência em massa e não esperada dos camponeses obrigou o poder a modificar momentaneamente seus planos. Em março de 1930, todos os jornais soviéticos publicaram famoso artigo de Stalin, “A Vertigem do sucesso”, no qual ele condenava as distorções do princípio do voluntariado dos camponeses aos kolkhozes, imputando os ”excessos” da coletivização e da deskulakizaçõo aos responsáveis locais. O impacto do artigo foi imediato, nesse mês mais de cinco milhões de camponeses deixaram os kolkhjozes.
Durante o mês de março, as autoridades centrais receberam cotidianamente relatórios da GPU dando conta das sublevações em massa na Ucrânia Ocidental, na região central das terras negras, no Cáucaso do Norte e no Cazaquistão. Mais de 800 dessas manifestações de massa tiveram que ser ”esmagadas pela força armada”. Durante esses eventos, mais de 1500 funcionários públicos foram mortos, feridos ou espancados. Não se tem informações sobre o número de mortos e feridos do lado camponês.
Se os camponeses chegaram a perturbar os planos governamentais de coletivização acelerada, seus sucessos duraram pouco. Diferentemente do que se passara em 1920-1921 eles não conseguiram fazer funcionar uma verdadeira organização, encontrar líderes. Na falta de armas, progressivamente apreendidas no decorrer dos anos 20, as revoltas camponesas falharam em seus objetivos. Segundo dados da GPU, mais de 20.000 pessoas foram condenadas à morte em 1930, apenas pelas jurisdições de exceção da polícia política.
A GPU perseguia diretriz de G. Yagoda para a prisão de 60 mil kulaks de primeira categoria. Em alguns dias, o plano fora ultrapassado. Relatório secreto especificava: “Em execuções, em indivíduos retirados de circulação, atingimos 64.589.
Estamos insistindo na exposição desses acontecimentos porque acostumamo-nos a ouvir que o Brasil livrou sua população dos horrores do comunismo. Assim como os mais novos não tem noção do atraso em que vivia o país em meados do século XX, desconhecem como a maioria da população, os crimes contra as pessoas que constituem a essência do fenômeno do terror comunista. Esse conhecimento permite-lhes entender a razão da luta empreendida para manter a democracia e a valorizar os que nela se empenharam, para livrar a população dessa barbárie.